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Ex-presidente da Câmara de SP e mais 12 são indiciados por ligação com PCC no transporte público

Ex-presidente da Câmara de SP e mais 12 são indiciados por ligação com PCC no transporte público
Ex-presidente da Câmara de SP e mais 12 são indiciados por ligação com PCC no transporte público

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RESUMO: Milton Leite, ex-presidente da Câmara de São Paulo, e 12 investigados foram indiciados pela Polícia Civil por indícios de ligação com o PCC. O relatório Vectura Corrupta aponta controle de empresas de ônibus e há pedido de prisão preventiva.

Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, é um dos 13 investigados pela Polícia Civil por indícios de ligação com o PCC, conforme apuração da operação citada em relatório oficial.

Relatório Vectura Corrupta foi encaminhado à Justiça na sexta-feira, segundo o Folha de S.Paulo, detalhando a possível atuação da facção em concessionárias de ônibus que atuam na capital e em cidades vizinhas.

No documento, a Polícia Civil também requereu a prisão preventiva de todos os 13 indiciados; a Justiça analisa o pedido. As equipes de investigadores indicam que empresas do transporte coletivo teriam ficado sob o controle de integrantes do PCC após vencerem licitações.

A apuração aponta ainda suspeitas de corrupção de agentes públicos e de financiamento de campanhas eleitorais em 2024. A polícia sustenta que Leite seria o verdadeiro proprietário da Transwolff, empresa que operava linhas na capital e teve o contrato encerrado pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) após suspeitas de ligação com a facção.

Leite está detido desde 18 de setembro, quando se apresentou à Dise, em Mogi das Cruzes, na região metropolitana. Entre as evidências, há menções ao seu nome em áudio apreendido e em depoimentos encaminhados à Corregedoria da Polícia Militar.

Entre os demais indiciados estão empresários do setor de transportes, como Carla de Paula Muller e Paulo Korek. As defesas divergem: a advogada de Carla afirma acreditar na inocência da cliente; a defesa de Korek não retornou os contatos da reportagem.

Outro investigado é José Daniel Satilite, conhecido como Alemão, que está foragido. A quebra do sigilo de seu celular é apontada como uma das principais fontes de informações da investigação.

Leite nega qualquer relação com facções criminosas ou com a Transwolff, conforme manifestação anterior. A reportagem tentou ouvir o advogado dele, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

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