PP diz que rompeu com PT após “inaceitável quebra de acordo”

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A comissão executiva do PP baiano reiterou que o rompimento com o governo do Estado, oficializado nesta segunda-feira, 14, ocorreu após “inaceitável quebra do acordo” do PT, que recuou no arranjo que permitiria ao vice-governador João Leão assumir o comando do Executivo baiano por nove meses.
“O governador Rui Costa se afastaria do cargo para concorrer ao senado federal e o senador Otto Alencar ao Governo do Estado. Mesmo não concorrendo a um mandato popular, Leão aceitou o convite com a convicção de poder trabalhar muito mais pelo povo baiano”, afirma o PP, em nota divulgada no final da tarde desta segunda. 
Ainda segundo a sigla, Leão participou inclusive de um encontro em São Paulo com Rui e o ex-presidente Lula, no qual o líder petista teria tomado conhecimento do acerto.
“Na segunda-feira, 07 de março, porém, em entrevista a um programa de rádio de Salvador, o senador Wagner anunciou a nova composição da chapa. Nela, o vice-governador João Leão não teria nenhuma participação. Leão também não mais assumiria o governo”, prossegue o PP. 
O partido reclamou ainda da forma como soube do recuo do PT. “Além de considerar inaceitável a quebra do acordo, a indelicada comunicação da decisão pela imprensa causou uma imensa decepção e a constatação de que o PP não era mais desejado e não tinha espaço na aliança que nos trouxe até aqui”, diz a sigla. “O PP é um dos maiores partidos da Bahia e do Brasil e a nossa história não foi reconhecida na decisão dos líderes petistas”, continua.
Na nota, a comissão executiva destaca ainda a participação na longa aliança com o PT na Bahia. “Nesses 14 anos de aliança com o PT da Bahia, o PP contribuiu ativamente nas três vitórias eleitorais de 2010, 2014 e 2018. Participou das administrações petistas com companheirismo e protagonismo nos avanços conquistados”, pontua. 
Além de Leão, presidente do partido na Bahia, assinam a nota Jabes Ribeiro, secretário geral, os deputados federais Cláudio Cajado, Cacá Leão, Ronaldo Carletto e Mário Negromonte Junior, e os deputados estaduais Nelson Leal, Eduardo Salles, Antônio Henrique Jr, Robinho, Luiz Augusto, Niltinho, Aderbal Caldas e Dal.

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