Os promotores Daniel Marotta e Adriano Bozola estão afastados do trabalho no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em Uberlândia. Eles cumprem a decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) de outubro de 2021, que os afastou baseado na acusação de aplicação dos recursos financeiros de acordos com investigados e acusados de crimes na comarca do Triângulo Mineiro. Eles fizeram parte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) local.
Segundo a relatoria, os promotores eram os gestores dos recursos destinados ao Conselho Comunitário de Segurança Pública (Comsep) e os valores eram movimentados por dois policias militares a serviço do Gaeco.
De acordo com as apurações da corregedoria, o dinheiro arrecadado, embora formalmente fosse repassado ao Conselho de Segurança Pública do Estado de Minas Gerais (Consep), acabava revertido em benefício da estruturação e de atividades do próprio Gaeco local, quando, na verdade, deveria ser investido em projetos sociais e comunitários.
Os valores eram geridos diretamente por policiais militares que integravam o grupo, os quais agiam sob orientação da coordenação de Marotta e Bozola.
Ainda segundo o CNMP, havia a suspeita de irregularidades em mais de R$ 638 mil referente a despesas anormais e a falta de controle interno das verbas provenientes de operações do Gaeco de Uberlândia, como depósitos a devolver sem comprovação, despesas que não condizem ao projeto e despesas sem comprovação.

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