Vizinhos salvam mulher com faca no pescoço, feita refém pelo ex-marido

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deve investigar o caso de uma mulher de 48 anos, que contou que, nesta terça-feira (13/4), em sua casa, em Uberaba, no Bairro Jardim Alvorada, seu ex-marido, de 45 anos, de posse de uma faca de açougueiro, a manteve refém por alguns minutos. Segundo ela, neste momento ele disse que iria matá-la.
 
 
 
Ainda de acordo com informações do boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), registrado como lesão corporal consumada, a mulher conseguiu se desvencilhar do suspeito depois que vizinhos perceberam que  ela estava em apuros e arrombaram a porta de sua casa.
 
Ainda conforme a PM, o suspeito foi agredido por populares que o seguraram até a chegada de uma viatura policial.
 
No momento da chegada da viatura, o suspeito estava a aproximadamente 100 metros da casa da vítima, deitado ao solo e com sangramento na cabeça devido às agressões de populares; segundo a PM, não foi possível identificá-los.
 

Gritos de socorro e alegação do suspeito

 
Testemunhas que moram ao lado da casa da mulher disseram à PM que escutaram gritos de socorro da vítima e que, em seguida, compareceram ao local onde visualizaram a ação criminosa do suspeito.
 
Por outro lado, apesar de relatos de duas testemunhas ao registro policial, o suspeito negou o crime ao dizer disse que havia ido na casa da ex-esposa para conversar com ela, que não a ameaçou de morte e que a faca de açougueiro, que foi apreendida, já estava no local.
 
Ele alegou também que foi agredido pelos filhos da vítima, que deram pauladas na cabeça dele, porque eles seriam integrantes de facção criminosa e que teriam o ameaçado de morte.
 
Suspeito e vítima foram encaminhados para atendimento médico. Ela apresentava escoriações na perna e no braço esquerdo e ele um corte na cabeça.
 
Mulher disse que desde que se separou do suspeito é ameaçada de morte
 
A vítima contou que desde que descobriu que o ex-marido era usuário de crack e faz uso de bebida alcoólica decidiu se separar dele, mas que o homem não se conformava com a separação.
 
A vítima contou ainda à PM que ela e o suspeito foram casados durante dois anos, tendo se separado há cerca de três meses, e, desde então, ela passou a receber ameaças de morte.
 
A reportagem questionou a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) se o delegado de plantão da PC de Uberaba ouviu o depoimento do suspeito, se o mesmo foi encaminhado para a penitenciária local ou liberado, bem como se foi instaurado inquérito policial para apurar o caso, mas ainda não obteve resposta.
 
Reportagem em atualização.

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