
Foto: Max Haack / Ag. Haack
Com a pré-candidatura ao governo da Bahia impulsionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição ao Palácio do Planalto e também quer viabilizar palanque no estado, o ex-ministro João Roma (PL) tem defendido a desoneração do setor produtivo como principal ponto durante sua caminhada até outubro. Segundo o deputado federal, o governo Rui Costa (PT) tem “pesado a mão” na parcela da população que está interessada em produzir.
“A reforma tributária se dá nacionalmente, no âmbito do governo federal, e mesmo sem a reforma ter andado, se observa que o presidente Bolsonaro conseguiu desonerar vários setores, como o gás de cozinha que ele conseguiu tirar toda carga tributária do governo federal. No governo do estado o que pretendemos é tirar o peso do governo de cima de quem produz. E hoje o estado da Bahia fica refém de uma política que tem pesado muito a mão em cima de quem quer produzir”, afirmou Roma em entrevista ao Isso é Bahia, na A Tarde FM.
“No caso dos combustíveis, quase todos os estados do Brasil conseguiram recuar com a cobrança dos impostos em cima dos combustíveis. O governo Rui Costa pesou ainda mais, hoje quase 12 reais quando a pessoa vai abastecer o veículo, vai para os cofres públicos da Bahia. Cada vez mais é preciso diminuir o peso do estado em cima de quem produz. E isso se dá antes de tudo através de postura de visão de estado, não é com essa visão fiscalista, querendo puxar tudo para dentro do erário que vamos transformar a realidade da Bahia”, acrescentou o ex-ministro.
Com a desoneração defendida por Roma, a decisão de abrir mão de parte da receita arrecadada pelo estado passaria por uma “postura de governo”. “Isso passa por uma postura de governo. Se você quer um governo assoberbado de recursos para colocar as decisões do futuro do estado na mão dos governantes ou se confia na sociedade, ou se confia naqueles que querem produzir e gerar emprego. Eu acredito que a alternativa é justamente desonerar o setor produtivo para que possamos atrair investimentos para o estado, e isso significa gerar oportunidade, emprego e renda para a população mais necessitada”, disse.

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