Líder do grupo de sequestradores que tinha PMs foi morto em confronto policial

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Uma das lideranças da organização que contava com PMs para cometer crimes de extorsão mediante sequestro, e que teve três integrantes preso nesta terça-feira (3) na operação “Só Rasteira”, morreu em confronto com policiais civis e militares em fevereiro do ano passado, no bairro da Sete Portas, em Salvador. Alessandro Souza Suzart foi localizado durante ação da Coordenação de Repressão a Crimes Contra Instituições Financeiras, do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), em conjunto com equipes das Rondas Especiais (Rondesp) Atlântico da Polícia Militar.

“Ele era um dos líderes, mas resistiu à prisão. Esse grupo é antigo. Tem raiz há cinco anos”, declarou o delegado Odair Carneiro, do Draco, uma das unidades envolvidas na operação. Dois soldados lotados na Rondesp Atlântico foram presos junto com um terceiro criminoso. Eles tiveram as prisões decretadas.

Com os criminosos, a polícia encontrou máquinas de cartão usadas para o pagamento do resgate. Eles começavam pedindo R$ 50 mil , mas no final das negociações, recebiam R$ 10 mil, R$ 5 mil, a depender do poder aquisitivo das vítimas. Uma quarta pessoa está foragida. 

De acordo com a polícia, todos os integrantes já foram identificados. “?? uma organização numerosa, mas já mapeamos todos eles e é uma questão de tempo [prender todos]. Pode ser o número que for, vamos cortar na carne”, declarou Odiar Carneiro.

Estupros
Suzart era acusado por vários sequestros, roubos a bancos e estupros. Em fevereiro do ano passado, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as equipes começaram as buscas pela Avenida Paralela, seguindo até a Avenida Antero de Brito, já na região da Sete Portas. Ao ser encontrado, Suzart reagiu, houve confronto e ele acabou morto. 

Com Suzart foram apreendidos uma pistola calibre 380 e porções de cocaína. Ele respondia a vários inquéritos na Coordenação de Repressão a Extorsão Mediante Sequestro, do Draco, e teve um mandado de prisão cumprido no dia 11 de novembro de 2021, em Simões Filho. Depois, ele foi colocado em liberdade após decisão da Justiça. 

A SSP disse que Suzart sequestrava e extorquia traficantes de drogas e estuprava as esposas das vítimas. Ele também era investigado por receptação qualificada, grilagem e foi reconhecido por uma das vítimas de estupro.

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