
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
Damares Alves (Republicanos), ex-titular do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, lamentou o estupro e assassinato de uma adolescente indígena de 12 anos da etnia Yanomami, que teria sido cometido por garimpeiros na região de Waikás, em Roraima. Em entrevista ao UOL News, Damares ressaltou que o caso não é isolado, e que violências nas terras indígenas acontecem todos os dias.
???Esse caso traz a questão do garimpo, mas quero lembrar que os garimpos estão em terras indígenas há mais de 70 anos, de forma irregular, e são muitas as violências. Esse caso dessa menina causou essa repercussão toda, e isso é muito bom porque a gente ainda vai conversar sobre violência sexual contra crianças indígenas. A gente não pode ser pautado por um só caso. Lamento, mas acontece todo dia???, disse a pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal.
O caso foi denunciado pelo líder indígena Júnior Hekurari Yanomami no último dia 25. De acordo com Hekurari, os garimpeiros invadiram a comunidade e levaram uma mulher, uma criança e uma adolescente de 12 anos. ???Os garimpeiros a violentaram, estupraram, e isso ocasionou o óbito (entenda aqui). O corpo da adolescente está na comunidade???, contou.
A ex-ministra afirmou que este não é um caso isolado. ???O estupro dessa menina nos chocou como nos chocou o estupro da menininha lá entre os Guarani Kaiowá.??? Em abril de 2021, uma criança indígena de 11 anos, da etnia Guarani Kaiowá, morreu ao ser jogada de um penhasco após sofrer um estupro coletivo.???Infelizmente esse não é um caso isolado e a gente tem que se levantar como um todo no enfrentamento à violência contra meninas e mulheres indígenas???, completou.
