Brasília ??? Pesquisa Ipespe contratada pela XP Investimentos e divulgada ontem aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida presidencial com 44% das intenções de voto na pesquisa estimulada, realizada entre 2 e 4 de maio. Em busca da reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 31%. Num eventual segundo turno, Lula teria 54% dos votos e Bolsonaro, 34%. Votos em branco, nulo e eleitores indecisos somam 12%. A pesquisa estimulada apresenta ao entrevistado os nomes dos pré-candidatos. Com margem de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, foram ouvidos 1 mil eleitores por telefone.
Em terceiro lugar no levantamento está o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PDT), com 8%, à frente do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB), com 3%. O deputado federal André Janones (Avante) tem 2% e a senadora Simone Tebet (MDB), 1%. Vera Lúcia (PSTU), Eymael (DC) e Luciano Bivar (União Brasil), que aparece pela primeira vez na pesquisa, não pontuaram. Brancos, nulos ou que não votariam em nenhum dos candidatos somam 8%. Indecisos representam 2%.
A pesquisa avaliou também a rejeição dos pré-candidatos. Bolsonaro não seria votado de ???jeito nenhum??? hoje por 60% dos entrevistados. Em seguida, estão João Doria (PSDB), com 55%; e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ciro Gomes (PDT) empatados com 43%. Luciano Bivar (União Brasil) é rejeitado por 39%. Logo após vem Felipe D’Avila (Novo), com 36%; Simone Tebet (MDB), com 35%; e André Janones (Avante), com 34%. Lula lidera, com 43% dos participantes afirmando que votariam “com certeza” no ex-presidente, seguido de Bolsonaro, com 32%; e Ciro, com 12%. Logo atrás vêm Doria, com 5%; Janones e Tebet empatados com 2%; D’Avila, com 1%; e Bivar, com zero.
Outro recorte da pesquisa trata do deputado federal Daniel Silveira (PDT-RJ), que recebeu perdão de Bolsonaro da pena de oito anos e nove meses imposta pelo Supremo Tribunal Federal por atos antidemocráticos e ataques ao STF. O levantamento indica que 56% dos entrevistados desaprovam a decisão do presidente, 29% aprovam o perdão e 15% não responderam. Os participantes também foram questionados se o perdão pode ter impacto nas intenções de voto em Bolsonaro. Para 35%, o ato diminui as chances de os eleitores votarem nele. Já para 31%, a decisão não terá impacto, e para 20% aumenta as intenções de voto.

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