Novo presidente do Chile diz que seu governo será de ‘emergência’

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José Antonio Kast iniciou seu mandato como presidente do Chile ao anunciar, no primeiro discurso, que o governo será de emergência. Estando acompanhado da esposa, ele afirmou que o objetivo é corrigir o que está mal, recuperar o que se perdeu e construir o que ainda não foi feito.

Kast disse que herdou um país nas piores condições imagináveis, com finanças públicas debilitadas, avanço do crime organizado e do narcotráfico e famílias que se sentem abandonadas pelo Estado. O tom de seu discurso foi de firmeza para enfrentar esses desafios e dar novidades ao país.

Ele pediu uma auditoria completa da administração para conhecer o estado da nação e citou a corrupção como uma ferida aberta que precisa ser tratada. A ideia ? permitir identificar falhas e orientar as ações do governo nos próximos meses.

Na cerimônia, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva desistiu de ir à posse. O governo do Brasil foi representado pelo ministro das relações exteriores, Mauro Vieira. Kast também convidou para a posse o senador Flávio Bolsonaro, sinalizando uma relação próxima com a família do parlamentar.

Sobre o perfil do novo mandatário, Kast é lembrado como admirador de Augusto Pinochet. O Chile eleito retornou ao poder após três campanhas. Em 2017, conquistou apenas 8% dos votos; em 2021, perdeu no segundo turno para Gabriel Boric. Durante a campanha, prometeu ser firme na luta contra o crime e contra imigrantes irregulares, sem enfrentar com detalhes temas como aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O ex-presidente Jair Bolsonaro manifestou admiração por Kast em diversos momentos; em 2022, o político conservador do Chile declarou apoio ao capitão da reserva. Kast é filho de um ex-soldado do exército nazista, e seu irmão atuou como ministro durante o regime de Pinochet, fatos que entram na leitura sobre seu perfil político e histórico.

Este panorama mostra um Chile sob nova direção, com promessas de combater a corrupção, melhorar as condições econômicas e enfrentar desafios de segurança. As ações iniciais e o rumo das relações com o Brasil e demais vizinhos ficarão no centro dos debates nos próximos meses.

E você, o que achou das palavras e das propostas anunciadas por José Antonio Kast neste momento de transição? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o futuro do Chile.

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