Enfermeira alertou sobre maus-tratos a bebê morto com sinais de abuso

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Sorocaba, SP

Mãe e padrasto de bebê Miguel, 1 ano, são acusados de homicídio qualificado

Arquivo pessoal
Bebê Miguel, cuja mãe e o padrasto viraram réus

Em Sorocaba, interior de São Paulo, Miguel, um bebê de apenas 1 ano, morreu no dia 1º de junho após apresentar ferimentos no corpo e sinais de violência sexual. A mãe, Gabrielly Franco Garcia, e o padrasto, Rafael Luis Alves Júnior, foram parar no banco dos réus por homicídio qualificado e permanecem presos preventivamente. O caso tramita em segredo de justiça e envolve alegações de negligência e maus-tratos contra a criança.

Durante uma audiência na Câmara Municipal de Sorocaba, uma técnica de enfermagem relatou que Miguel chegou ao atendimento com hematomas na testa, além de marcas associadas à falta de cuidado, como assaduras e unhas compridas. A mãe afirmou que o filho reclamava de dores há algum tempo, enquanto o padrasto disse que os hematomas teriam surgido de brincadeiras com um cachorro da raça pitbull. Ambos são réus por homicídio qualificado.

A equipe de saúde disse que acionou uma assistente social durante o atendimento. O médico responsável recomendou a internação e encaminhamento a um hospital infantil. Segundo depoimentos, a assistente social conversou com a mãe e o padrasto e informou que a avó do garoto não mantinha contato com o neto, seguindo ordens da filha. Os relatos indicam que o Miguel seria transferido para um hospital infantil, mas, segundo os próprios profissionais, o procedimento parecia padrão e o bebê não retornou ao atendimento.

No dia da morte, Gabrielly e Rafael foram presos em flagrante após afirmarem ter encontrado Miguel engasgado. Ao chegar ao local, a polícia encontrou o bebê desacordado, com ferimentos na boca e na orelha. A mãe apresentava lesões nas mãos e o padrasto, manchas de sangue na blusa. Miguel recebeu atendimento médico, e a perícia apontou um traumatismo craniano como causa da morte. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e, no fim de junho, o Ministério Público de São Paulo denunciou o casal por homicídio qualificado com quatro qualificadoras: motivo fútil, meio cruel, recurso que dificultou a defesa e crime praticado contra menor de 14 anos. A denúncia ressalta que o crime ocorreu justamente pela condição de mãe e padrasto da vítima.

O caso continua em andamento e, segundo a denúncia, tramita sob segredo de justiça. A defesa ainda não foi localizada para manifestação. Enquanto isso, famílias e a comunidade aguardam desfechos que tragam respostas sobre as circunstâncias que envolveram a morte de Miguel.

Queremos ouvir sua opinião sobre o assunto. Deixe nos comentários o que você pensa sobre o caso, as medidas tomadas pelas autoridades e o equilíbrio entre proteção de crianças e due process. Sua leitura ajuda a compreender melhor temas tão sensíveis.

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