Ex-delegado-geral é investigado pela SSP por caso de falso policial

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O ex-delegado-geral Bernardino Brito Filho virou alvo de investigação interna instaurada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), sob a acusação de permitir que um auxiliar nomeado para cargo de confiança utilizasse, de modo fraudulento, distintivo e identidade funcional exclusivos dos policiais civis. De acordo com a portaria que determina a abertura de processo administrativo disciplinar contra o ex-chefe da Civil, o caso veio à tona após abordagem feita na noite de 7 de 
abril de 2021 por uma equipe da Rondesp nos arredores da Lagoa Cassange.
Enquanto policiavam a área, os PMs abordaram o ocupante de um Toyota Etios branco que faz parte da frota de viaturas descaracterizadas da SSP. Ao sair do carro, por ordem dos policiais, o condutor, Diego Emanuel Carneiro, se apresento como ???colega??? e disse que era ???da casa???. Em seguida, apresentou carteira com distintivo e identidade da Civil, emitida e assinada pelo então delegado-geral, cuja perícia comprovou que o documento não era autêntico. 

Na ocasião, o falso policial informou ainda que trabalhava como motorista pessoal de Bernardino, à época remanejado para dirigir a Superintendência de Prevenção à Violência, e que o carro da SSP era usado para fins particulares. Mas, durante varredura no porta-malas, os PMs acharam uma camisa da Civil e diversas placas de outros veículos. As suspeitas deram origem a um inquérito instaurado pelo Departamento de Polícia Metropolitana (Depom). 

Antes do processo disciplinar na SSP, o Ministério Público do Estado ofereceu denúncia à Justiça, na qual imputa ao ex-delegado-geral e seu auxiliar os crimes de peculato, uso de falsa identidade, falsificação de documento público e favorecimento pessoal. O pedido, de autoria da promotora Cláudia Virgínia Santos Barreto, foi apresentado em 11 de março deste ano à Vara Criminal Especializada da Comarca de Salvador.
 

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