Laudo de cão Orelha diz que ele não sofreu fraturas causadas por ação humana

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Laudo pericial sobre o cachorro Orelha não identificou fraturas ou lesões causadas por ação humana, nem mesmo no crânio. A causa da morte do animal ainda não foi comprovada, segundo informações da Folha de S. Paulo, publicada nesta quinta-feira (26). A principal suspeita havia sido de que o cão da localidade tivesse sido torturado por adolescentes.

O cão foi exumado neste mês, a pedido do Ministério Público de Santa Catarina, no âmbito da investigação das causas da morte. A análise foi realizada pelos peritos Igor de Salles Perecin e Paulo Eduardo Miamoto Dias, que destacaram que todos os ossos do animal foram minuciosamente examinados visualmente.

Quanto à hipótese de ter sido cravado um prego na cabeça, veiculada em redes sociais, não há vestígios que sustentem tal afirmação. A presença de uma perfuração circular no crânio, típica desse cenário, não foi constatada.

No entanto, os profissionais ressaltam que não é possível descartar a possibilidade de haver ação contundente contra a cabeça do cachorro. A ausência de fraturas não implica, automaticamente, na ausência de trauma cranioencefálico ou de outras lesões. A literatura aponta que muitos traumas cranianos não apresentam fraturas, mas ainda assim podem levar à morte.

O trauma cranioencefálico pode ser primário, ocorrendo no momento da lesão, ou tardio, surgindo minutos ou dias depois, com edema cerebral, inflamação ou aumento da pressão intracraniana. Assim, é plausível imaginar que o animal tenha sofrido um trauma na cabeça um dia antes e evoluído de forma progressiva.

Os peritos explicam que o cachorro já estava em fase de esqueletização quando exumado, o que limitou a análise de tecidos moles. Por isso, o exame se concentrou na avaliação óssea para buscar lesões que pudessem ter sido causadas por ação humana.

Entre as constatações, houve identificação de uma área de porosidade óssea na região maxilar esquerda do crânio, descrita como crônica e sem relação com a agressão, considerando que houve apenas um dia entre a suposta violência e o óbito. As informações são da Folha de S. Paulo.

O laudo aponta caminhos para a compreensão do caso, sem apresentar resposta definitiva sobre a causa da morte. A investigação permanece aberta para esclarecer as circunstâncias que levaram ao desfecho do animal.

E você, o que pensa sobre o desfecho desse caso e as possibilidades discutidas pelos peritos? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião. Sua participação ajuda a abrir o debate sobre o tema.

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