Jurista mineiro Antonio Augusto Cançado Trindade morre aos 74 anos

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Morreu, neste domingo (29/5), em Brasília (DF), o professor e jurista Antonio Augusto Cançado Trindade. O magistrado era juiz da Corte Internacional de Justiça, em Haia, na Holanda. Ele tinha 74 anos.

Além de atuar no comitê ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), Cançado Trindade compôs – e chegou a presidir – a Corte Interamericana de Direitos Humanos. Natural de Belo Horizonte, ele se formou pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O jurista tinha uma trajetória intimamente ligada à defesa dos Direitos Humanos e ao Direito Internacional – tema que o alçou aos postos de mestre e doutor pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Cançado Trindade teve conexões ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), visto que foi consultor do Itamaraty. Exerceu, ainda, a atividade de professor do Instituto Rio Branco, entidade que trabalha na formação de diplomatas.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, disse que a morte do jurista mineiro causa “imensa tristeza”.

“Humanista por vocação, o professor Cançado Trindade era um dos principais nomes brasileiros na prática e na doutrina do Direito Internacional, concentrando seus estudos principalmente no ramo dos direitos humanos, área na qual se tornou uma referência mundial”, afirmou.

“O Supremo Tribunal Federal manifesta aos familiares e amigos votos de conforto e os mais sinceros pêsames. As lições e as inspirações deixadas pelo professor e jurista são um legado valioso para o Brasil, para a Suprema Corte e para o direito brasileiro”, emendou o ministro.

A pasta de Relações Exteriores também emitiu comunicado a fim de enaltecer a atuação de Cançado Trindade. “A memória do professor seguirá viva, em suas obras, em suas ideias e em todas as pessoas que inspirou com seu exemplo”.

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