PEC que proíbe aposentadoria de juízes como punição é aprovada na CCJ

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (8), por 39 a 2 e uma abstenção, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição que proíbe a aposentadoria de magistrados como medida disciplinar.ebcebc

O texto da PEC acaba com a punição que concede aposentadoria compulsória com salário proporcional ao tempo de serviço, aplicável a juízes acusados de atos de corrupção ou ofensivos à moralidade administrativa. A proposta será analisada por uma comissão especial antes de ser enviada para votação no plenário.

A medida estabelecerá pena de perda do cargo a juízes que atentarem contra a dignidade, a honra e o decoro de suas funções. A proposta atribui ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a competência de decretar, por decisão administrativa, a perda do cargo de membros do Poder Judiciário. Atualmente, a exoneração de um juiz só pode se dar por decisão judicial transitada em julgado.

???O que discutimos aqui com muita clareza é se a lei vai continuar a punir juízes corruptos com férias permanentes e vencimentos de R$ 38 mil em média ou se a gente vai passar a fazer justiça? ???, questionou o relator, deputado Kim Kataguiri (União Brasil -SP).

Divergências

Parlamentares contrários à PEC argumentaram que a medida acabaria com a vitaliciedade dos juízes. De acordo com o deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG) os magistrados não terão independência para julgar. Segundo ele, apenas 58 juízes brasileiros de cerca de 14 mil foram aposentados compulsoriamente nos últimos dez anos. ???Menos do que 0,01%. Nós estamos atacando um instituto que protege 99,9% dos bons juízes???, afirmou.

A proposta, no entanto, conta com apoio de deputados da oposição e da base aliada ao governo. Para a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), pela regra atual, a conduta desonesta é premiada com aposentadoria compulsória e remunerada, e quem paga é a população. Ela acrescentou que o Poder Judiciário brasileiro é um dos mais caros do mundo e leva 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Na avaliação da deputada Erika Kokay (PT-DF), a proposta não fere nenhuma clausula pétrea da Constituição e dialoga com o sentimento da sociedade, que não suporta mais os privilégios naturalizados. ???Se há postura contra o decoro, a dignidade, o exercício da função, se há o fio da parcialidade tecendo a toga, não há que se ter o tratamento em que esse juiz não seja punido. Se a ele cabe o benefício da aposentadoria, ele está sendo premiado pelo crime que cometeu. ?? o benefício da impunidade???, avaliou.

 

*Com informações da Agência Câmara de Notícias

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Em assembleia geral, BRB votará aumento de capital. Veja detalhes

Resumo: Nesta quarta-feira, 22 de abril, o Banco de Brasília (BRB) realiza uma assembleia geral 100% online para votar um aumento de capital...

De expulsa a campeã: Ana Paula Renault vence Big Brother Brasil 2026 após 2ª passagem pelo reality show e leva maior prêmio da história

Resumo curto: Ana Paula Renault venceu o BBB26 com 75,94% dos votos, reescrevendo sua trajetória após a expulsão de 2016 por agressão a...

Renato Gaúcho fala sobre vitória do Vasco e vai contra decisão de juiz

Resumo No Mangueirão, o Vasco da Gama derrotou o Paysandu por 2 a 0 pela 5ª fase da Copa do Brasil, assegurando boa...