Dom Phillips e Bruno Pereira: confirmada prisão de terceiro suspeito

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A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) confirmou a prisão do terceiro suspeito de envolvimento no desaparecimento do jornalista britânico Dom Pillips e do indigenista Bruno Pereira. No entanto, o nome do envolvido ainda não foi confirmado e a Polícia Federal ainda não emitiu um comunicado.
Ontem, um dos suspeitos confessou ter matado os desaparecidos. Osney da Costa, preso pela Polícia Federal, afirmou que ele e Amarildo dos Santos mataram Dom e Bruno. Os corpos teriam sido decapitados e queimados na terra indígena do Vale do Javari, na Amazônia. 
Também nesta quarta-feira, o superintendente da Polícia Federal do Amazonas, Eduardo Alexandre Fontes, havia informado que novas prisões seriam feitas a qualquer hora. “Causa da morte, circunstâncias do crime e as investigações seguem”, pontuou. ???Novas prisões devem ocorrer a qualquer hora do dia”, completou.

Entenda o caso

No domingo, dia 5 de junho, Bruno e Dom desapareceram a poucos quilômetros do Vale do Javari, segunda maior reserva indígena do Brasil. Eles viajavam de barco pelos mais de 70 quilômetros que ligam o Lago do Jaburu ao município de Atalaia do Norte.
Na última vez em que foram vistos, o indigenista e o jornalista pararam na comunidade de São Rafael, às 6h, onde tinham uma reunião marcada com o líder pescador Manoel Vitor Sabino da Costa, conhecido como Churrasco.
Dali, eles seguiram seu caminho pelo rio. A dupla deveria ter chegado a Atalaia do Norte duas horas depois, mas desapareceu. Quem soou o alerta foram os indígenas da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja).
A Univaja disse que às 14h enviou uma equipe “formada por indígenas extremamente conhecedores da região”. Eles teriam percorrido inclusive os “furos” do rio Itaquaí, mas nenhuma pista foi encontrada.
??s 16h, “outra equipe de busca saiu de Tabatinga, em uma embarcação maior, retornando ao mesmo local, mas novamente nenhum vestígio foi localizado”.
Há relatos de que Bruno Pereira era alvo de pescadores ilegais, garimpeiros e madeireiros. Além disso, a Univaja também relatou ameaças a seus integrantes – tendo registrado boletim de ocorrência na polícia poucas semanas antes do desaparecimento do indigenista.

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