Comandante da Guarda de Vitória é morta por namorado agente da PRF

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Dayse Barbosa Mattos, 38 anos, comandante da Guarda Municipal de Vitória, foi morta com cinco tiros na cabeça na madrugada desta segunda-feira após ser surpreendida pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que se matou em seguida. Dayse deixa uma filha de sete anos. O caso reacende o debate sobre feminicídio e violência de gênero no Brasil e ressalta a importância de proteção a profissionais de segurança pública.

Segundo as investigações, o policial planejou o crime para ter acesso à residência de Dayse. Ele subiu até a marquise com uma escada, arrombou a porta e surpreendeu a vítima, que dormia. O delegado Fabrício Dutra, chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa, afirmou que tudo indica a intenção de cometer feminicídio, associada a um término de relação conturbado envolvendo uma figura de destaque na segurança pública local.

Dayse tornou-se, recentemente, a primeira mulher a ocupar o cargo de comandante da Guarda Municipal de Vitória, traçando uma trajetória marcada pela defesa dos direitos das mulheres e pela atuação firme na segurança pública da cidade. O pai da vítima, Carlos Roberto Teixeira, relatou que o relacionamento era conturbado, com episódios de violência, e que o próprio agressor já havia mostrado comportamento possessivo. Diego de Oliveira Souza atuava como policial rodoviário federal e era lotado em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, no Rio de Janeiro.

A delegada Raffaella Aguiar, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, disse que as primeiras informações indicam que o término da relação não foi aceito pelo acusado. O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou nota de pesar destacando Dayse pela liderança e reiterando o compromisso do governo no enfrentamento à violência de gênero. O governo do Espírito Santo e a prefeitura de Vitória decretaram luto oficial de três dias pela perda da comandante, enfatizando a gravidade do feminicídio e a necessidade de políticas públicas que protejam as mulheres e cuidem da saúde mental dos profissionais de segurança pública.

Este caso reacende o debate sobre a proteção de profissionais de segurança e sobre a prevenção da violência contra mulheres. Vitória, o Espírito Santo e o país acompanham com pesar as consequências de relações abusivas e de atitudes machistas, reforçando a necessidade de ações efetivas, políticas públicas consistentes e redes de apoio às vítimas. Qual é a sua avaliação sobre medidas que possam prevenir tragédias como esta? Compartilhe sua opinião nos comentários para enriquecer o debate e a construção de soluções.

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