O pagode perde uma de suas referências com a morte de Totonho, um dos fundadores do Grupo Raça, anunciada dois dias antes de seu aniversário de 70 anos. A banda confirmou a perda nas redes sociais, sem revelar a causa.
Luiz Antônio Silva, conhecido artisticamente como Totonho, ajudou a moldar o som romântico que marcou o Grupo Raça desde a sua formação em 1985, no Engenho de Dentro, zona norte do Rio de Janeiro. O grupo lançou o primeiro álbum em 1987 e emplacou faixas que viraram ícones do samba de raiz e do pagode romântico, como Dona da Minha Sina, O Teu Chamego e Quem Ama.
A formação atual do Raça inclui três membros originais — Marley (gaita e vocal), Valnei (repique de mão e vocal) e Totonho (pandeiro e vocal) — além de Leonardo Acioly (banjo e vocal), Paulinho Beiça (cavaquinho e vocal) e Wagner Bahia (violão e vocal). Totonho permanece como referência vital do grupo, que segue reverberando a energia das rodas de samba que o consagraram.
O falecimento foi anunciado pelo grupo em suas redes sociais, que destacaram a importância de Totonho: “Totonho foi muito mais que um músico; foi uma alma generosa, sorriso fácil e presença que iluminava qualquer roda.” A nota também ressaltou que a partida deixa um vazio profundo na família, entre amigos e fãs que acompanharam décadas de música e emoção.
O velório ocorreu nesta sexta-feira (3/7), no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio, com o velório às 13h e o enterro às 16h. A banda não divulgou detalhes sobre a causa do falecimento, mantendo o legado de Totonho vivo nas canções, nos shows e nas lembranças que ele deixou.
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A tragédia ressalta a importância de Totonho na história do Grupo Raça, que continua levando o estilo romântico do pagode a novas gerações, mantendo vivo o legado de quem ajudou a transformar a banda em referência do gênero no Brasil.
E você, já acompanhava o Grupo Raça ou conhecia a história de Totonho? Deixe nos comentários suas lembranças, músicas favoritas ou mensagens de apoio à família e aos fãs neste momento de homenagem e silêncio que a música merece.
