Polícia não registra prisões por guerra de espadas durante o São João na Bahia

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Mesmo proibidas, as guerras de espadas não deixaram de acontecer durante o período de São João na Bahia. No dia 22 de junho, a guerra foi capaz de iluminar o céu de Senhor do Bonfim. Em Cruz das Almas, dois homens chegaram a ser atropelados durante a prática no último dia 24. No entanto, ninguém foi preso participando da guerra ao longo dos festejos. Pelo menos foi isso que a Polícia Militar da Bahia (PM-BA) informou durante a apresentação do balanço de segurança no período junino feito pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) na manhã desta segunda-feira (27). 

Apesar da não realização de prisão de espadeiros que descumpriram a lei, o Coronel Paulo Coutinho, comandante da PM-BA, afirmou que a corporação agiu para antecipar o problema e evitar que as guerras ocorressem. “Estaremos presentes para evitar qualquer ação dessa natureza, trabalhando com maior nível de inteligência. Utilizamos, sobretudo, a antecipação sempre que chega para nós qualquer evento como este, que é danoso para a sociedade e põe em risco a integridade das pessoas”, falou o comandante.

O Coronel,  porém, não deu mais detalhes sobre como a corporação agiu, o porquê de ninguém ter sido preso e as cidades que receberam mais atenção no combate a guerra de espadas. Procurada para se posicionar sobre isso, a PM-BA não retornou até o fechamento desta matéria. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) passou a proibir a guerra das espadas no estado em 2017.

No último São João antes da pandemia, em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) acatou a decisão, mantendo a criminalização. Mas como entre a lei e o que ocorre nas ruas há um abismo, as tradicionais guerras nunca deixaram de acontecer. No ano passado, 26 pessoas foram atendidas com queimaduras por acidentes com fogos no período junino, o que representa um aumento de 270% em comparação com 2020. 

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