Estados e DF acionam STF contra lei que limita cobrança de ICMS

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Os governadores de 11 estados e do Distrito Federal decidiram acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a lei, sancionada nesta terça-feira (28) que limita a tarifa do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre alguns produtos essenciais.ebcebc

A Lei Complementar 192/2022 estabeleceu os combustíveis ??? incluindo diesel, gasolina e gás natural ???, a energia elétrica, as comunicações e os transportes coletivos como itens essenciais ???para fins de tributação???. Com isso, os estados e o Distrito Federal ficaram impedidos de cobrar mais de 17% ou 18% de ICMS sobre esses bens e serviços.

A ação aberta pelos governadores pede uma liminar (decisão provisória) para suspender a lei, que dizem ser inconstitucional. Entre outros pontos, eles argumentam que as unidades da federação têm autonomia na fixação de alíquotas tributárias.

Os mandatários locais demonstraram também preocupação com a redução da arrecadação, e destacaram que os combustíveis foram responsáveis por 86% das arrecadações estaduais e distrital em 2021.

A ação direta de inconstitucionalidade (ADI) foi aberta pouco depois de estados como São Paulo e Goiás se adiantarem e limitarem, por conta própria, suas alíquotas de ICMS sobre combustíveis. Na peça inicial, eles argumentam que a redução do ICMS como proposto pelo governo federal é “inexequível”, por se tratar da principal fonte de arrecadação dos estados e do DF.

Assinam a ação os governadores de Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe. Nenhum dos estados do Norte ou Sudeste figuram como parte na ADI.

Uma audiência de conciliação  foi realizada no STF nesta terça na tentativa de fechar um acordo entre União, estados e DF . Na reunião estados e  DF fizeram uma proposta com quatro pontos para tentar um acordo com a União, que se comprometeu a estudar e responder até o fim de quarta-feira (29).

Ministros do governo têm defendido a medida, afirmando que ela é acertada num contexto mundial de luta pela redução dos preços de combustíveis.

Matéria alterada às 16h51 para correção de informação. A lei complementar que estabelece itens essenciais para fins de tributação é a 192/2022 e não 194/2022 como estava na matéria.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Dark Horse: ator que vive Bolsonaro é pressionado a deixar elenco

Resumo: Dark Horse, o longa que coloca Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro, voltou a ganhar destaque após denúncias de financiamento e...

Débora Santana deve comprovar em 5 dias falta de condições financeiras para arcar com custo processual em caso de corredor

A vereadora Débora Santana (PSDB) tem cinco dias para apresentar provas de que não possui condições financeiras de arcar com as custas de...

Dilma celebra reunião com Putin e a ajuda com “resolução de tarefas”

Resumo: Em Moscou, o presidente Vladimir Putin recebeu Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), durante a reunião anual do Conselho...