Justiça determina penhora de carros de corrida e taças de Fittipaldi na Fórmula 1

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de troféus e carros de corrida de Emerson Fittipaldi na Fórmula 1 ??? ele é bicampeão da principal categoria do automobilismo. A razão é um processo movido pela empresa Sax Logística de Shows e Eventos, que cobra uma dívida de R$ 416 mil do piloto, referente a uma competição de automobilismo promovida por Fittipaldi em 2012, a ???6 Horas de São Paulo???. A Sax foi contratada para agilizar os trâmites na alfândega para liberação de carros e equipamentos na ocasião, mas os valores acordados não teriam sido pagos na íntegra. Ainda cabe recurso.

A juíza Fabiana Marini considerou o pedido da empresa como procedente e determinou a penhora de bens que estão na sede da empresa de Fittipaldi responsável pela competição até que se alcance o valor devido. No local está o lendário carro Copersucar 1976, da Escuderia Fittipaldi, a única equipe originalmente brasileira da Fórmula 1, e o Patrick Racing com o qual o brasileiro venceu as 500 milhas de Indianápolis em 1989. Estão lá também a taça do bicampeonato mundial de Formula 1 (1974) e o troféu do Grande Prêmio Brasil de F1, realizado em Interlagos em janeiro de 1974. A defesa de Fittipaldi argumenta que os bens não são de propriedade dele, e sim de um museu que celebra sua carreira como parte do ???patrimônio cultural e esportivo??? do Brasil. Além disso, afirma que, quando os itens foram trazidos para o país, foi feito um acordo com a Receita Federal pelo qual não foram cobrados impostos, mas eles se tornaram inalienáveis. A juíza manteve a penhora, ressaltando que o endereço do Museu e da empresa de Fittipaldi consta como o mesmo.

A Sax acredita que Fittipaldi tenta ocultar os bens ao negar a propriedade deles, o que seria fraude. A defesa do piloto rebate. ???Já há decisão da Justiça de São Paulo em outro processo que reconhece que os bens são do Museu. O museu foi constituído em 2003, e a execução da Sax é de 2014. Os objetos não foram alvo de ocultação de bens, foram trazidos para acervo bem antes de qualquer dívida???, afirmou Thiago Gebaili, que defende Fittipaldi no caso, à Jovem Pan. Sobre os endereços, Gebaili afirmou que a empresa não funciona ali, e embora o imóvel esteja no nome de Emerson, é alugado para o Museu, já que o bicampeão não mora no Brasil há vários anos e não é administrador da instituição. O advogado prometeu recorrer da decisão ainda nesta terça, 21.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Inter de Milão contrata Charlys, volante revelado pelo Vitória

Resumo: Inter de Milão anuncia a contratação de Charlys, 22 anos, por empréstimo com opção de compra do Hellas Verona; o atleta integra...

Judô brasileiro soma três bronzes no Grand Slam de Lausanne, disputado na Suíça

Resumo: Brasileiros sobem ao pódio com três bronzes no Grand Slam de Lausanne, na Suíça, na abertura da competição. Clarice Ribeiro (48kg), Michel...

Vitória faz treino único na Toca da Raposa para enfrentar Atlético-MG

Vitória encara o Atlético-MG em Belo Horizonte pela 25ª rodada da Série A, após a derrota na ida das quartas de final da...