AL-BA precisará de suplementação para fechar as contas, prevê Adolfo Menezes

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O anúncio feito pelo governador Rui Costa (PT) de que existe a possibilidade de não haver suplementação neste ano por causa da queda de arrecadação provocada pela lei que limita a cobrança na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) (veja aqui) não caiu bem aos ouvidos do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Adolfo Menezes (PSD).

 

Segundo o presidente do Legislativo baiano, a suplementação será necessária em 2022. “Não aumentei o custo da assembleia em um centavo. Só que acordos que foram feitos no passado, e querendo ou não, milhões serão necessários para fechar a conta”, afirma Menezes ao Bahia Notícias.

 

Ainda de acordo com Menezes, mesmo que na gestão dele nenhum contrato sequer tenha sido assinado, a AL-BA precisará de dinheiro extra para ficar não ficar no vermelho. Ele diz que o único gasto na sua administração ainda deve acontecer, já que está em andamento o contrato de uma empresa para a pintura dos prédios na AL-BA, que segundo ele, deve custar pouco mais de R$ 1 milhão.

 

“Nenhum carro eu comprei. Tirei vários funcionários que iam se aposentar, fiz demissão incentivada e só aí eu economizei milhões, cortei várias coisas que tinha na Assembleia e não posso ser responsabilizado pelo que fizeram antes de mim”, se defende.

 

 Na semana passada a gestão estadual aderiu aos convênios ICMS 81/22, 82/22 e 83/22 publicados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), e reduziu as bases de cálculo do ICMS. Segundo o governo, a redução representa uma perda de arrecadação de R$ 400 milhões mensais para a Bahia, ou R$ 2,4 bilhões até o final de 2022 (lembre aqui).

 

Nesta terça-feira, Rui adequou a Bahia a Lei Complementar 192/2022 que limita a cobrança do imposto pelos estados. Com a medida, as unidades federativas ficaram impedidas de cobrar taxa superior à alíquota geral de ICMS, que varia de 17% a 18%, dependendo da localidade (veja mais aqui). Contrária a medida, a gestão estadual argumenta que a mudança pode trazer um impacto anual para os estados de R$ 100 bilhões, dos quais R$ 5,5 bilhões correspondem às perdas para a Bahia. Segundo o governo, a educação deixará de receber R$ 1,03 bilhão anuais, enquanto a saúde perderá R$ 495 milhões. Já os municípios baianos deixarão de receber em torno de R$ 1,4 bilhão anualmente.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Beberes revela planos na comunicação e comenta presença de Tatau na web: “Queria que as pessoas conhecessem ele”

Beberes, filha do cantor e compositor Tatau, um ícone da música baiana, concedeu uma entrevista exclusiva ao Bahia Notícias durante o Carnaval de...

Idoso de 78 anos morre após atropelamento em Lagedo do Tabocal

Um idoso de 78 anos morreu após ser atropelado por uma motocicleta em Lagedo do Tabocal, no Vale do Jiquiriçá. O acidente ocorreu...

Dionorina, referência do reggae baiano, se apresenta no carnaval de Salvador

O cantor e compositor Dionorina se apresenta nesta terça-feira (17) no Largo Pedro Archanjo, no circuito Batatinha, durante a programação do...