Maria Glória Sena, de 67 anos, aposentada, foi internada no dia 18 de abril no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), inicialmente com suspeita de AVC. Porém, acabou descobrindo um tumor cerebral. Em meio ao turbilhão de descobrir uma doença grave, agora a família de Maria pede ajuda para que a idosa possa fazer o tratamento. Para isso, contudo, precisa conseguir o resultado de uma biópsia.
O procedimento foi liberado no dia 22 de maio, mas até o momento ela não obteve resultado dos exames feitos pelos médicos.
A estudante de contabilidade Ana Luiza Sena de Jesus, de 29 anos, filha de dona Maria, acompanhou a internação de perto. Segundo ela, a informação que o hospital passou para ambas era que o resultado sairia em até 15 dias úteis, o que não aconteceu.
“Dia 22 de maio minha mãe teve alta. Realizei a marcação da consulta para ser acompanhada pelo oncologista e o resultado até hoje não saiu. Para a consulta é obrigatório o resultado da biópsia. Eu marquei dia 03 de junho e consegui vaga para dia 28 de junho. Tento ligar para o hospital que chama e não atende, e por e-mail só informaram que não saiu o resultado”, critica.
Ana mandou diversos e-mails para a instituição, e as mensagens respondidas entre os dias 14 de junho e 8 de julho foram as mesmas. A administração do Hospital Roberto Santos diz que o exame ainda está em análise do laboratório e, devido a isso, a aposentada não pode realizar o tratamento. A estudante também tentou entrar em contato através de ligações, que acabavam direto na caixa postal. De acordo com ela, alguns conhecidos passaram por situações parecidas e obtiveram o mesmo retorno.
“Muitas pessoas que fizeram antes de minha mãe a biópsia também não receberam o resultado. O tratamento dessas pessoas ficará como? Minha mãe precisa de um tratamento para que o tumor dela não cresça mais. E até agora sem previsão. Pois não adianta só fazer o exame, precisa-se dos resultados para tratamento adequado, que só se realizam após o resultado dos exames”, desabafou, indignada.
Sem o tratamento, Ana fala que a tendência é que o tumor cresça, pois só o remédio não está fazendo mais efeito em sua mãe. A aposentada já sofre com interferências na fala e função motora, e mesmo com fisioterapia e medicamentos a situação só tem piorado.
“Eu espero que as coisas sejam agilizadas, pois quanto mais tempo leva, mais o quadro pode piorar. Cada dia que passa minha mãe está ficando mais debilitada, ela não consegue mais se locomover como antes. O que realmente eu quero é a prontidão da empresa e o resultado da biópsia. O Roberto Santos não é um hospital ruim, minha mãe e eu fomos muito bem tratadas lá dentro. ?? apenas a questão dessa empresa terceirizada que deixa a desejar na entrega de resultados”, ressaltou.
Em nota enviada ao Bahia Notícias sobre o ocorrido, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) respondeu que “o exame em questão é realizado por um laboratório terceirizado e, devido a sua complexidade, o resultado pode ultrapassar os 20 dias úteis informados à paciente inicialmente”. “O HGRS já está em contato com a empresa para que seja dada maior celeridade à análise, na medida do possível.”

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