Mulher cúmplice de piloto preso por pedofilia deu golpe em tia doente

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Uma operação da Polícia Civil, deflagrada pelo DHPP, prendeu Simone da Silva, 42 anos, suspeita de integrar uma rede de pedofilia que teria como pilares o piloto Sérgio Antônio Lopes, 60, e Denise Moreno, 53. A ação também envolve diligências sobre um estelionato ligado a uma mulher com deficiência mental, cuja apuração segue em curso.

A linha de investigação do estelionato foi aberta após familiares relatarem que valores foram movimentados sem o consentimento da vítima, uma mulher de 55 anos que recebe o benefício Loas e depende de tratamento médico no CAPS, na região leste da capital paulista. A vítima tem diagnóstico de enfermidade mental, conforme registro policial.

Entre julho e outubro de 2022, transferências que somam mais de R$ 6 mil foram feitas da conta da vítima pela suposta cúmplice, cuja identidade é Simone. Também houve uma dívida de R$ 12.182,11 com o banco Itaú, e a contratação de créditos consignados com o Banco C6 (R$ 5.140,80, 81 parcelas de R$ 61,20) e com o Banco PAN (R$ 30.492,00, 84 parcelas de R$ 363,00). O documento aponta que o primeiro contrato foi refinanciado.

Não há confirmação de curadoria legal da vítima e, no momento, não foi possível apurar a totalidade dos créditos contratados sem seu conhecimento. Também consta o extravio do documento pessoal da vítima, em setembro de 2022. A apuração indica que, no conjunto, as movimentações envolvem valores superiores a R$ 47 mil.

A investigação está em andamento, com prioridade pelo estado de vulnerabilidade da vítima. O inquérito já foi prorrogado diversas vezes, com diligências para ouvir as vítimas e solicitar informações às instituições financeiras. Até o momento, Simone da Silva figura como investigada e não houve denúncia ou decisão judicial divulgada.

Sobre a prisão relacionada aos demais envolvidos, a matéria também aponta que o piloto Sérgio Antônio Lopes foi preso no aeroporto de Congonhas, em operação que mobilizou a Polícia Civil, com imagens veiculadas pela imprensa; a defesa de Sérgio não se manifestou, alegando sigilo. Denise Moreno não teve defesa localizada até o momento. A apuração continua para esclarecer possíveis vínculos entre os casos.

Concluímos que o caso envolve uma série de movimentações financeiras suspeitas associadas à vulnerabilidade de uma beneficiária do Loas. A apuração tem como objetivo esclarecer se os contratos e transfers foram realizados de forma fraudulenta e se houve aproveitamento de deficiência mental pela potenciadora das ações.

Convidamos você a deixar sua opinião nos comentários sobre como casos de estelionato envolvendo pessoas vulneráveis devem ser tratados e quais medidas de proteção poderiam ser fortalecidas para evitar esse tipo de prejuízo. Sua leitura importa.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Empresário Saul Klein vira réu por exploração sexual de mulheres

O empresário Saul Klein, filho do fundador das Casas Bahia, tornou-se réu por exploração sexual de mulheres. A denúncia do Ministério Público foi...

Jogada de Zema contra Flávio respinga em Minas e isola Simões

Minas Gerais vive um cenário tenso na corrida ao governo: o PL anunciou planos de lançar uma candidatura ao lado do Republicanos e...

Oliver Stone nega ligação de filme sobre Lula com ex-dono do Banco Master

O cineasta Oliver Stone negou que o documentário Lula (2024) tenha recebido financiamento de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A defesa surge...