Ministro da Ucrânia convida fabricantes para testar novas armas na guerra

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S??O PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov, convidou produtores de armas para testar na prática seus novos equipamentos no campo de batalha durante a guerra do país contra a Rússia, afirmando que o território é “uma área de testes”. A declaração aconteceu nesta terça-feira (19) em conversa com o ex-embaixador americano John E. Herst, no ‘think tank’ americano Conselho Atlântico.

“Eu diria que a Ucrânia, agora, é essencialmente uma área de testes. Muitas armas estão sendo testadas nas condições reais de batalha contra o exército russo, que tem muitos sistemas modernos próprios. Armamentos eletrônicos, ferramentas de sinalização, defesas aéreas”, afirmou o ministro.

“Nós estamos compartilhando todas as informações com os nossos parceiros e estamos interessados em testar sistemas modernos na luta contra o inimigo. Também estamos convidando os fabricantes a testarem seus novos produtos aqui, novos tipos de equipamentos”, continuou.

A declaração aconteceu após Herst questionar o ucraniano sobre o feedback aos produtores de armamento americanos, ou de outros aliados, que têm enviado à Ucrânia em resposta ao uso de suas armas de maneiras inovadoras durante a guerra.

Em um momento da guerra no qual as tropas ucranianas continuam recebendo apoio militar estadunidense e de outras potências da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o ministro afirmou que essa é uma “ótima oportunidade” para produtores de armamento.

“Para os nossos parceiros é uma ótima oportunidade de testar os equipamentos, nos dê as ferramentas, nós terminaremos o trabalho, vocês terão a informação”, diz.

Uma das armas enviadas à Ucrânia é o lança-mísseis Himars de origem dos Estados Unidos. O armamento deu a Kiev um novo impulso no campo de batalha.

Em seu tradicional comunicado noturno, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse ontem que as Forças Armadas da Ucrânia têm conseguido “infligir perdas logísticas significantes” contra os russos, “aumentando a dificuldade para as tropas russas manterem posições no território capturado” – especialmente no leste ucraniano, foco principal da guerra no momento.

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