Morte de Daniella Perez: o que teve de ser mudado na novela ‘De Corpo e Alma’?

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“De Corpo e Alma” foi uma das novelas que conquistou o Brasil em 1992. O primeiro trabalho solo da roteirista Gloria Perez, levou sua filha, a protagonista Daniella Perez, a ser reconhecida até mesmo como “namoradinha do Brasil”.

Até que tudo mudou, em 28 de dezembro do mesmo ano, quando Daniella foi assassinada pelo colega de elenco Guilherme de Pádua, que interpretava um de seus pares românticos na novela. O caso está sendo retomado na série documental “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez”, que tem, hoje, seus três últimos episódios disponibilizados na HBO Max.

Com a morte da atriz, toda a novela, que já tinha quatro meses no ar, precisou ter modificações realizadas. A novela nunca foi reprisada, a pedido de Gloria. Confira:

Roteiristas provisórios

Com a morte da filha, os autores Leonor Bassères e Gilberto Braga assumiram a trama durante uma semana, e tiveram que revisar cerca de 20 capítulos

Gloria Perez optou por não abandonar a produção e por não encerrar o folhetim, já que, segundo afirmou em depoimento do diretor Daniel Filho, “continuar a trabalhar seria uma maneira de não morrer com a filha”.

Gloria, então, foi até o último capítulo, que foi ao ar em 5 de março de 1993.

Final de Yasmin

Yasmin, a personagem que Daniella fazia, teve que ir ao exterior estudar, e nunca mais retornou.

A última cena da personagem, no entanto, teve que ser gravada por uma dublê, com os familiares no aeroporto.

A última vez que Daniella gravou mostra Yasmin descendo as escadas do sobrado da família e parando no último degrau para ouvir uma conversa. A cena foi gravada horas antes do assassinato e foi ao ar em 19 de janeiro de 1993.

Final de Bira

Bira, interpretado pelo Guilherme de Pádua, desapareceu da trama sem maiores detalhes e nunca mais foi citado.

Novos temas na atração

Glória Perez viu no seu trabalho uma forma de protestar e retornou ao enredo com dois novos temas para serem exibidos ao público: a inadequação do Código Penal e a morosidade da Justiça.

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