Coronel admite ausências e justifica: ‘Só pode fazer campanha após a convenção’

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O senador Angelo Coronel (PSD) tem sido alvo de comentários nos bastidores de que estaria distante da campanha do candidato ao governo apoiado pelo partido, Jerônimo Rodrigues (PT). Porém, apesar das ausências na pré-campanha, Coronel tinha uma resposta na ponta da língua para quem o questionou sobre o tema: “Eu apareço no momento oficial, da convenção. Eu gosto de andar dentro da lei e a lei eleitoral diz que só pode fazer campanha após a convenção”. A declaração foi dada na chegada à convenção pública de Jerônimo, que oficializa também a coligação com o PSD, que indica o senador Otto Alencar como candidato à reeleição.

 

“Teve uma certa zanga, mas o grupo é unido”, garantiu. Na avaliação do senador, antes da convenção não existem eventos institucionais do partido, o que provocou esse absenteísmo dele nas atividades, especialmente nos debates do chamado Programa de Governo Participativo, encontro que reunia apoiadores de Jerônimo na capital e no interior da Bahia.

 

“Pré-campanha é para quem é candidato, como não sou candidato, eu tive que me segurar. A convenção é hoje e oficialmente estou com meu partido”, reiterou. Nos bastidores, Coronel vinha sendo criticado por não estar de corpo presente nos atos e, publicamente, o senador evitava falar sobre o tema, apesar de sinalizar que estava se dedicando a pré-campanha dos filhos, Diego e Angelo Coronel Filho, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa da Bahia, respectivamente.

 

CENÁRIO NACIONAL

Após participar de reuniões com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para discutir o posicionamento do partido nas eleições presidenciais, Coronel revelou que existe um esforço de diversos estados para que a sigla faça a adesão, ainda no primeiro turno, ao projeto de Luiz Inácio Lula da Silva retornar ao Palácio do Planalto.

 

“Existem estados que estão dando pressão para que o partido já feche com Lula no primeiro turno, como tem estados que pensam o contrário. Kassab é o presidente do partido e foi delegado a ele para representar todos os estados”, explicou.

 

Coronel apontou ainda que a disputa segue acirrada e utilizou o futebol como metáfora para comentar a situação. “Há uma disputa bem acirrada, Lula é o favorito, mas eleições são como futebol, só se ganha quando termina o tempo. ?? uma eleição disputada e precisa os grupos realmente cair para campo, pois é agora que começa o jogo”, assegurou.

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