Após aborto legal, promotora mandou buscar feto no hospital

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A promotora do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) Mirela Dutra Alberton conseguiu na Justiça uma autorização para que o feto da menina de 11 anos que engravidou no estado após um estupro fosse recolhido por policiais científicos do Instituto Geral de Pesquisas (IGP) para a realização de perícia. A determinação foi para descobrir a ???causa que levou à morte do feto???, embora não haja crime para ser apurado, já que aborto em caso de estupro é permitido por lei no Brasil.
Essa foi a última movimentação da promotora no caso que ganhou repercussão nacional após a demora para ser autorizado o procedimento legal. O aborto foi realizado no fim de junho no Hospital Universitário de Florianópolis após uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF).
O pedido da promotora foi feito em 24 de junho, segundo reportagem do The Intercept em parceria com o Portal Catarinas. No dia 30, Mirela pediu afastamento do caso ao alegar suspeição. A conduta dela no caso é investigada pela Corregedoria-Geral do MP.
Na mesma audiência que a juíza Joana Ribeiro Zimmer tentou fazer com que a menina desistisse do procedimento, a promotora sugeriu à criança que mantivesse o feto na barriga por mais ???uma ou duas semanas???. De acordo com ela, essa seria a melhor alternativa já que ela estava grávida de 22 semanas. ???Em vez de deixar ele morrer ??? porque já é um bebê, já é uma criança ???, em vez de a gente tirar da tua barriga e ver ele morrendo e agonizando, é isso que acontece, porque o Brasil não concorda com a eutanásia, o Brasil não tem, não vai dar medicamento para ele??????, chegou a dizer.
A lei brasileira não estabelece qual a idade que o feto deve ter para fazer o procedimento de forma legal. A recomendação do Ministério da Saúde é que em casos acima de 22 semanas o procedimento seja feito por assistolia fetal. Ou seja, o feto é induzido a óbito antes da indução do aborto. ?? exatamente se isso foi feito que a promotora busca averiguar. De acordo com o requerimento, o recolhimento do feito seria para verificar “se houve a aplicação de cloreto de potássio para a parada dos batimentos cardíacos ainda no útero”.
O Ministério Público de Santa Catarina, o Instituto Geral de Pesquisas e o Hospital Universitário de Florianópolis não quiseram se pronunciar, já que o processo corre em segredo de Justiça. 

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Mega-sena acumula e pagará R$ 78 milhões no próximo sorteio

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.036 da Mega-Sena, realizado neste domingo (26), em São Paulo. O prêmio acumulou e está...

Ribeirão Preto ainda enfrenta falta de energia após temporal na sexta

A região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, ainda enfrenta falta de energia elétrica neste domingo (26), após o forte temporal...

Maior evento científico da América Latina começa neste domingo

Palavras-chave: SBPC, 78ª Reunião Anual, ciência para todos, ExpoT&C, SBPC Jovem, SBPC Cultural, UFF, Niterói Meta Descrição: A SBPC realiza...