Câmara aprova PL que obriga planos de saúde a ampliar tratamentos

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (3/8) um projeto de lei que obriga os planos de saúde a cobrirem tratamentos e procedimentos fora do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), desde que sejam reconhecidos por agências e haja comprovação científica da eficácia.

A votação foi simbólica e o texto deverá ser votado no Senado na próxima terça-feira (9/8). Apenas o partido Novo foi contra a proposta. A aprovação veio quase dois meses depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, em junho, tornar taxativo o rol de procedimentos a serem cobertos pelos planos de saúde no Brasil.

Essa decisão do STJ fez com que somente tratamentos previstos pela ANS tivessem cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Pacientes que têm seus tratamentos, exames e cirurgias garantidos por meio de liminares da Justiça podem ter esse direito questionado. E as futuras necessidades que usuários venham a ter fora da lista serão ainda mais difíceis de serem respeitadas em uma eventual guerra judicial.

Já o projeto aprovado nesta quarta foi elaborado por um grupo de trabalho criado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

O texto determina que, caso um tratamento não seja parte do rol da ANS, o plano deverá cobri-lo se houver comprovação da eficácia por evidências científicas e plano terapêutico; recomendações pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS; e recomendação de, no mínimo, um órgão de avaliação de tecnologias em saúde que tenha renome internacional, desde que sejam aprovadas também para seus órgãos nacionais.

A proposta ainda define que as operadoras se sujeitem à lei de proteção do consumidor além de à Lei de Planos.

Decisão do STJ No dia 8 de junho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o rol de procedimentos da ANS seria taxativo. Ou seja, a cobertura dos planos de saúde se restringe somente a procedimentos previstos em uma lista já definida.

Em contrapartida, o rol exemplificativo facilitaria cobrança a planos de saúde para técnicas novas ou procedimentos inovadores que surjam com a evolução da medicina. Ou seja, rol taxativo dificulta cobrança sobre planos de saúde por tratamentos extras.

Antes, se um paciente precisasse de algum procedimento que não estava na lista, deveria recorrer à Justiça. No geral, magistrados entendiam que o rol era exemplificativo e dava ganho de causa ao recorrente.

O post Câmara aprova PL que obriga planos de saúde a ampliar tratamentos apareceu primeiro em Metrópoles.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Influencer diverte ao comparar show de diva pop com partida de futebol

Nos comentários do vídeo, muitos internautas concordaram que a paixão dos fãs de futebol tem vários pontos em comum com a dos fãs de...

VÍDEO: Taxistas denunciam tentativa de retirada de placa que identifica área para táxis no aeroporto

A Associação Geral dos Taxistas da Bahia (AGT) voltou a criticar a administração do Aeroporto Internacional de Salvador após uma nova tentativa de retirada...

Ibaneis envia mensagem para Celina após internação

O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) enviou mensagem para a sucessora, Celina Leão (PP), após ela ser internada para tratar pneumotórax, nesse...