Feminização facial: como é a cirurgia para pessoas trans

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

As cirurgias de feminização facial – que amenizam traços do rosto para torná-lo mais feminino – têm sido cada vez mais procuradas por pessoas trans que estão passando pelo processo de transição sexual. No último sábado (6), a cantora e ex-BBB Linn da Quebrada apareceu com curativos na face mostrando os resultados do procedimento que se submeteu para afirmação de gênero.

 

A cirurgia de feminização facial pode ser realizada em várias etapas, dependendo das diferentes intervenções a serem feitas nas regiões da face, testa e pescoço. As pacientes costumam solicitar, por exemplo, que o médico as deixe com bochechas mais pronunciadas – esse procedimento se chama lipoenxertia. Também é comum ressaltar os olhos, tornando as sobrancelhas mais arqueadas, diminuir a testa e amenizar o pomo-de-adão.

 

“A feminização facial é a primeira etapa do processo de transição de gênero. Nela, muda-se a estrutura dos ossos do crânio e da face, lixando os maxilares e a testa para deixá-los menores. Também se mexe nos lábios, orelhas e nariz”, explica o cirurgião José Carlos Martins, diretor do Transgender Center Brazil, clínica que tem como especialidade cirurgias de transição, ao Metrópoles.

 

A recuperação de uma cirurgia de feminização facial gira em torno de 10 a 15 dias. A conta depende dos honorários da equipe que executa os serviços e dos procedimentos escolhidos pelo paciente, mas costuma variar entre R$ 40 mil e R$ 70 mil.

 

O segundo passo do processo de transição de gênero é a feminização corporal. Após fazer o uso de hormônios, a pessoa trans pode optar por processos que a deixem com contornos mais femininos no corpo. “A feminização corporal inclui a colocação de próteses mamárias e de glúteos, lipoaspirações e lipoesculturas”, detalha o médico.

 

Por último, pode ser feita a redesignação sexual ou mudança de sexo, que consiste na transformação do aparelho genital masculino em feminino. Ao todo, José conta que já atendeu mais de 500 pacientes de todo o país. A maioria deles, segundo o cirurgião, são pessoas biologicamente do gênero masculino, mas que se identificam como mulheres.

 

Nem sempre a transição inclui as três etapas e os procedimentos de feminização facial costumam ser os mais procurados.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Primeira unidade inteligente do SUS será no hospital da USP

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) será a sede do primeiro Instituto Tecnológico de Emergência...

Estudo mostra que inflamação no cérebro pode ser chave do Alzheimer

Uma pesquisa liderada pelo neurocientista Eduardo Zimmer, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mostra que a inflamação cerebral pode ser...

Ultraprocessados já são quase um quarto da alimentação dos brasileiros

O consumo de ultraprocessados na alimentação dos brasileiros aumentou significativamente, passando de 10% nos anos 80 para 23% atualmente. Este alerta é trazido...