Torcedor internado no HGE após briga de organizadas estava envolvido no atentado ao ônibus do Bahia

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Um confronto entre torcedores das organizadas Os Imbatíveis, do Vitória, e Bamor, do Bahia, no bairro de São Caetano, deixou três tricolores internados no Hospital Geral do Estado (HGE) neste domingo (4). O CORREIO apurou que um deles é Marcelino Ferreira Barreto Neto, integrante da Bamor que foi indiciado por causa do atentado ao ônibus do Bahia, atingido por uma bomba de fabricação caseira, na Avenida Bonocô, em fevereiro. 

De acordo com apuração da reportagem, Marcelino, conhecido como Netinho, sofreu uma lesão grave no olho e fraturou um braço, mas não corre risco de morte. As outras duas pessoas internadas, identificadas como Alexandre Santana Franco e Lucas Queiroz da Silva, também não correm risco, embora um deles tenha sofrido afundamento de crânio.

O ataque ao ônibus do Bahia terminou com indiciamento de quatro pessoas por lesão corporal leve (Marcelino e mais três), motivo pelo qual o Esporte Clube Bahia protestou à época e voltou a protestar desta vez. O clube emitiu um comunicado no qual afirma que “a barbárie está normalizada”.

A briga deste domingo aconteceu no Largo da Argeral, em São Caetano, no início da tarde, horas antes de o Vitória enfrentar o ABC no Barradão, pela terceira rodada do quadrangular decisivo da Série C. A causa desse confronto teria relação com uma rixa entre as torcidas.

Em grupos de Whatsapp, membros de organizadas relataram que o conflito teve origem no dia 28 de agosto, dia da partida entre Bahia e Vasco, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Integrantes da TUI teriam armado “emboscadas” para os da Bamor que iam para o estádio naquele dia, tomando materiais usados pela torcida. E neste domingo, em retaliação, integrantes da Bamor estiveram em São Caetano, armados com barras de ferro, esperando a organizada do Vitória passar em direção ao Barradão. No entanto, eles estariam em menor número e levaram a pior.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que 53 pessoas foram conduzidas para a Central de Flagrantes por causa do episódio. A investigação ainda está em estágio inicial, e a polícia não tem mais detalhes para apresentar.

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