Kleber Rosa critica Rui Costa e diz que Estado promove o ‘espetáculo da morte’

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O candidato a governador da Bahia pela federação PSOL-REDE, Kleber Rosa, afirmou que não há uma seriedade do governo estadual sobre o problema da violência. Em entrevista à Rádio Metrópole nesta segunda-feira (12), o psolista criticou o atual governador Rui Costa e disse que a segurança vem sendo tratada como “pirotecnia” utilizando uma “política de confronto”, os quais seriam motivos para os números expressivos de mortes na Bahia.

 

“Nós temos na Bahia o espetáculo da morte. Precisamos reconhecer que a cada dia a violência aumenta no nosso estado e que não é  com a política de confronto, bélica, que vamos conseguir resolver o problema da violência e da insegurança que aflige todos os dias a nossa sociedade. O fenômeno da violência é reflexo de um processo histórico de exclusão social”, lamentou Kleber Rosa.

 

O postulante ao Palácio de Ondina salientou que o governo do estado precisa “investir pesado” na inclusão social como medida de médio prazo e, a curto prazo, investir mais em um trabalho de investigação criminal, triplicar o efetivo  da Polícia Civil, aumentar o efetivo da Polícia Militar, melhorar a infraestrutura das delegacias do Estado, adotar uma política de valorização dos policiais e injetar mais verba pública em tecnologia e inteligência para realizar um combate  ao crime organizado. 

 

“Na Bahia apenas o DHPP faz, de fato, um trabalho de investigação criminal. As delegacias estão totalmente abandonadas tanto na capital como no interior baiano. As delegacias estão restritas a registrar apenas as queixas. Precisamos admitir que esse modelo atual de Segurança Pública não funciona. Precisamos instituir um estado de paz, com muito investimento na inclusão social, no combate à pobreza”, refletiu Kleber Rosa.

 

O candidato a governador  frisou que a Bahia possui a quarta maior população carcerária do mundo e que a “política do confronto”, baseada na ação bélica, não produz resultados positivos, muito pelo contrário, a criminalidade só faz aumentar na Bahia.  

 

“Nós temos uma cultura do aprisionamento. Eu rompi com as estatísticas. Sou cria da favela. Tive vários amigos que jogaram e empinaram arraia comigo, que  jogaram bola comigo, e que hoje estão mortos. Eu poderia estar preso ou estar morto. Mas a educação me salvou e como meus pais não tinham condição de pagar escola particular, sempre estudei minha vida inteira em colégios públicos. Então, foi a educação pública que me salvou.  Por isso, é fundamental que a gente tenha um governo verdadeiramente comprometido com a inclusão social”, frisou Kleber Rosa.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Com show de Shakira, veja como foi a abertura da Copa do Mundo de 2026

Copa do Mundo 2026 abriu no Estádio Azteca, no México, com uma cerimônia vibrante que reuniu grandes nomes da música, entre eles Shakira,...

Real Time Big Data: João Campos lidera corrida ao governo de PE

Uma nova pesquisa de intenção de voto mostra o ex-prefeito de Recife à frente, com 45% das preferências, enquanto a atual governadora Raquel...

Quaest: brasileiros apoiam a convocação de Neymar para a Copa do Mundo

Neymar foi convocado pela Seleção Brasileira e está em uma corrida contra o tempo para estrear com a camisa da Amarelinha no torneio...