Reajuste salarial: Agentes de saúde de Salvador acusam sindicatos de ‘manobras eleitoreiras’

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Agentes de saúde de Salvador, após assembleia na quarta-feira (19), estão acusando sindicatos de fazerem “manobras eleitoreiras” para não colocar as contrapropostas da Prefeitura da capital baiana, em relação ao reajuste salarial da categoria, em discussão e votação. Desde maio, a categoria luta pela implementação da Emenda Constitucional (EC)120/22. 

 

Ao Bahia Notícias, o agente Ubiraci Moraes disse que a proposta não foi votada por manobra do Sindicato de Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias da Bahia (Sindacs).

 

“O sindicato está criando resistência para aceitar a contraproposta da Prefeitura. Duas contrapropostas já foram feitas e a categoria disse não. Mas nós enfrentamos outra dificuldade: o recurso para o cumprimento da EC120, que a gente recebe diretamente da União, vem faltando para um pouco mais de 600 agentes. Esse recurso é cerca de R$ 20 milhões. Por conta disso, a Prefeitura entrou com uma ação na justiça para que esse dinheiro fosse repassado para esses agentes. A Prefeitura apresentou uma contraproposta de R$ 3.708 fazendo a antecipação desse valor”, disse o agente.

 

No texto da denúncia, os agentes pontuaram que enquanto os representantes das Entidades Unificadas falavam, alguns profissionais questionavam “cadê a proposta?” e por não apresentarem as propostas aos sindicalistas, as vaias se intensificaram.

 

“O sindicato, na quarta-feira, se recusou a ler a contraproposta e colocá-la em votação. Então, se criou uma verdadeira bagunça. A maioria da categoria é favorável a essa contraproposta da Prefeitura. Não se trata de uma proposta maravilhosa, mas dentro das circunstâncias de dificuldades, é razoável, mas mesmo assim o Sindacs e a AASA [Associação dos Agentes de Saúde do Estado da Bahia] criaram essa dificuldade para colocar essa contraproposta em votação ontem. A Aaces [Associação dos Agentes de Saúde] é a única associação que está a favor do acordo. Há muita gente falando que isso é questão eleitoreira”, acrescentou Ubiraci.

 

Por não conseguirem diálogo com os sindicatos que representam a categoria, cerca de 200 agentes procuraram o Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps), com o objetivo de pedir apoio para que as propostas sejam lidas e colocadas em votação em assembleia.

 

“Fomos procurados pelos agentes pela manhã. Nós estamos dialogando para que eles briguem menos e achem um ponto de equilíbrio para fazer o melhor pela categoria. Vamos tentar fazer com que eles entrem em consenso e quem sabe até mesmo façam uma contraproposta, pois a Prefeitura está ofecerendo R$ 3.708 e muitos querem mais”, afirmou Bruno Carianha, presidente do Sindseps.

 

Sobre a análise das contrapropostas da Prefeitura na assembleia geral de quarta-feira, Reinã Ramos, coordenador geral do Sindacs, disse: “Ontem, a maioria dos agentes não aceitaram as propostas da Prefeitura. Hoje, os diretores do Sindacs estiveram em reunião com Thaigo Dantas, secretário de Gestão. Agora, vamos aguardar uma nova proposta por parte da Prefeitura de Salvador, para que possamos analisar e votar em assembleia”. 

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