CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis é alvo da PF em operação que mira fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal

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Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Militar desarticulou uma organização suspeita de fraudes contra a Caixa Econômica Federal. A ação, deflagrada nesta manhã, envolveu mandados em cidades de São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia, com bloqueio de bens até 47 milhões de reais e indícios de desvios que podem superar 500 milhões de reais.

Entre os alvos estão Rafael Góis, CEO do grupo Fictor, e o ex-sócio da instituição financeira Luiz Rubini. Os mandados foram cumpridos em Rio Claro, Americana e Limeira, além de municípios no estado do Rio de Janeiro e na Bahia, revelando um alcance que atravessa diferentes regiões.

A Justiça Federal autorizou ainda medidas cautelares para rastrear ativos, incluindo o bloqueio e o sequestro de imóveis, veículos e ativos financeiros, com o teto estipulado em 47 milhões de reais. A investigação aponta para um volume de fraudes potencialmente superior a meio bilhão de reais.

A PF aponta que a ação, batizada de Operação Fallax, teve início em 2024, após identificar indícios de um esquema estruturado para obter vantagens ilícitas. O grupo seria sustentado pela cooptação de funcionários de instituições financeiras e pela utilização de empresas para movimentar recursos, ocultando a origem dos valores.

Entre as táticas utilizadas estavam a inserção de dados falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Em seguida, os recursos eram convertidos em bens de alto valor e em criptoativos, com o objetivo de dificultar o rastreamento pelas autoridades.

Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, além de crimes contra o sistema financeiro. As penas previstas chegam a superar 50 anos de reclusão, dependendo da apuração dos crimes.

GRUPO FICTOR — a holding liderada por Rafael Góis — enfrenta um processo de recuperação judicial com compromissos estimados em cerca de 4 bilhões de reais. A empresa figura entre as mais citadas no mercado financeiro, associada, entre outros pontos, à relação com o Banco Master depois de uma tentativa de aquisição em novembro de 2025.

A história da Fictor remonta a 2007, quando começou como empresa de soluções tecnológicas. Em 2012, deu o primeiro passo em private equity, e a partir de 2016 expandiu suas operações. Em 2018, passaram a atuar também nos setores de commodities e agronegócio, o que ampliou o portfólio e a exposição aos mercados.

Segundo a própria companhia, até 17 de novembro de 2025 os sócios haviam aportado cerca de 3 bilhões de reais. Um dia depois, com a liquidação do Banco Master, houve incremento nos pedidos de resgate. Até 31 de janeiro de 2026, os resgates somaram aproximadamente 71,38% do total inicialmente investido.

Esse conjunto de ações reforça a importância de a sociedade acompanhar de perto atos de fiscalização e de o sistema financeiro manter controles rigorosos para evitar abusos. A apuração permanece em curso, com autoridades destacando a necessidade de manter a transparência e a responsabilidade em casos complexos como esse. Deixe sua opinião nos comentários sobre o que você pensa sobre esses desdobramentos.

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