Suspeito de agredir jovem em academia é ouvido pela Justiça e liberado em seguida

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O homem suspeito de agredir e fraturar a mandíbula de um jovem de 18 anos, após a vítima se recusar a revezar um aparelho de musculação, em uma academia, no Costa Azul, depôs na 9ª Delegacia Territorial (DT) da Boca do Rio, na segunda-feira (31).

O suspeito se apresentou na companhia de um advogado e foi liberado logo após o depoimento, que não teve o conteúdo divulgado. De acordo com a Polícia Civil (PC-Ba), o homem responderá pela ação em liberdade.

A vítima, que após as agressões chegou a perder um dente e fala com dificuldade, passou por exame de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML). O laudo será usado pela Polícia para complementar as investigações. 

O caso aconteceu na noite do dia 5 de outubro, mas só ganhou repercussão após o vídeo viralizar nas redes sociais, na última quinta-feira (27).

Relembre
Nas imagens gravadas por câmera de segurança, é possível ver que a vítima, Gustavo Pinheiro, recebe um soco, bate o rosto em um aparelho e vai ao chão da academia. Segundo o advogado de vítima, Diego Spínola, o jovem foi agredido após se negar a revezar um aparelho com outros dois homens.

Por causa da mandíbula machucada, a vítima foi afastada por médicos das atividades habituais por 30 dias e já perdeu cerca de 20 kg desde a agressão, por não conseguir se alimentar normalmente.

“Em virtude da fratura, ele teve que fazer um bloqueio intermaxilar, para a mandíbula ficar parada e a fratura não aumentar. Isso qualifica um crime de lesão corporal grave, dentre alguns dos que o agressor pode responder”, explica o advogado.

O caso foi registrado na 9ª Delegacia Territorial da Boca do Rio e também poderá resultar em um inquérito pelo crime de ameaça e pelo de dano, já que o jovem teve seu relógio quebrado. Segundo Spínola, o agressor disse a Gustavo que, caso uma ocorrência fosse prestada, a vítima “se veria com ele”.

O advogado não encontrou processos criminais precedentes envolvendo o autor da agressão, mas afirma que, caso todos os crimes sejam imputados, a pena poderá ultrapassar os 2 anos, uma vez que o caso não é um crime de menor potencial ofensivo.

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