Ex-chefe do Twitter pede desculpas por demissões promovidas por Musk

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Diante da onda de demissões no Twitter após a aquisição pelo bilionário Elon Musk, o ex-presidente da empresa Jack Dorsey usou a própria plataforma neste sábado (5) para pedir desculpas.

Dorsey escreveu que tem percebido que muitos estão com raiva dele e declarou ser responsável por ter feito a empresa crescer rápido demais.
Após meses de discussões sobre a venda da do Twitter para Musk, o negócio de US$ 44 bilhões (R$ 221 bilhões) foi finalmente fechado há pouco menos de duas semanas.

Estima-se que cerca de 3.700 funcionários, metade dos empregados da empresa, serão desligados em todo o mundo, inclusive no Brasil.
“As pessoas no Twitter do passado e do presente são fortes e resilientes. Eles sempre encontrarão um caminho, por mais difícil que seja o momento. Percebo que muitos estão com raiva de mim. Assumo a responsabilidade pelo motivo de todos estarem nessa situação: aumentei o tamanho da empresa muito rapidamente. Desculpe-me por isso”, escreveu Dorsey.

Existe ao menos uma ação coletiva de ex-funcionários contra o Twitter que dizem que não foram notificados adequadamente de sua rescisão.

“Elon Musk tem um histórico de violação das leis trabalhistas da Califórnia, já que a Tesla foi atingida por um número chocante de processos de assédio sexual e racial”, disse a advogada Lisa Bloom ao jornal Guardian, afirmando estar em contato com funcionários do Twitter.

A saída de anunciantes do Twitter ganhou força nesta sexta-feira (4), em meio ao temor crescente de que desinformação e discursos de ódio pudessem se espalhar na plataforma sob a liderança de Elon Musk, reportou a agência de notícias Reuters.

O Grupo Volkswagen juntou-se a várias outras empresas ao recomendar que suas marcas automotivas, que incluem Audi, Lamborghini, Bentley e Porsche, suspendam seus gastos no Twitter, temendo que seus anúncios possam aparecer ao lado de conteúdo problemático.

A MediaRadar, que rastreia campanhas publicitárias de milhões de empresas, disse que os dados de outubro, quando Musk assumiu o Twitter, só estarão disponíveis no final de novembro.

O Twitter tinha 3.900 anunciantes em maio e 2.300 em agosto. O número subiu para 2.900 em setembro, de acordo com a MediaRadar. A empresa de análise descobriu que a General Motors, que interrompeu seus anúncios no Twitter na semana passada, antes gastava em média US$ 1,7 milhão por mês (R$ 8,65 milhões) na plataforma.

Havia mais de mil novos anunciantes na plataforma todos os meses antes de julho, quando a disputa de Musk com o Twitter começou a se intensificar e o número de novos anunciantes caiu para 200.

Em setembro houve 668 novos anunciantes, segundo a MediaRadar. Fatores como condições econômicas provavelmente tiveram importância nesse êxodo, assim como a incerteza sobre as políticas de propriedade e moderação de conteúdo do Twitter, disse Todd Krizelman, CEO da MediaRadar, em comunicado.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Hora de trocar o notebook: veja uma seleção com ótimas opções em promoção

Se você está pensando em renovar o notebook, há três opções em oferta na Amazon que equilibram preço, desempenho e mobilidade: dois modelos...

Malware com IA se adapta e burla defesas em testes de rede

Resumo rápido: pesquisadores criaram, em ambiente controlado, um worm de computador movido a inteligência artificial capaz de se espalhar sozinho por uma rede...

Caverna no Paraná revela segredos de 7,5 mil anos de clima extremo

Na Caverna do Malfazido, no Paraná, está um registro natural do clima sulista que dura milênios: 921 camadas de sedimentos formadas por enchentes...