Duelo campal entre governo e Assembleia ronda disputa por vaga no TCM

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No alto escalão do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), prevê-se uma disputa fratricida pela vaga aberta com a aposentadoria de Raimundo Moreira do cargo de conselheiro da Corte. Até o momento, o nome que aparece com força na bolsa de aposta dos integrantes do TCM é o do atual secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório, que trabalha intensamente em busca de apoio político para ocupar o posto. Contudo, caciques da base garantem que o real desejo do governador Rui Costa (PT) é emplacar a primeira-dama, Aline Peixoto. Independente de quem Rui pretenda indicar, é certo que terá dificuldades para convencer a maioria dos deputados estaduais a cederem o espaço no TCM que pertence à Assembleia Legislativa.

Solução caseira
O próprio presidente da Casa, Adolfo Menezes (PSD), sinalizou a aliados próximos disposição para resistir à ingerência do Palácio de Ondina sobre a vaga da Assembleia no tribunal e indicou que trabalha para que um deputado ou ex-deputado seja nomeado conselheiro.

Vale o quanto pesa
Em todas as ocasiões nas quais a cota do Poder Legislativo em cortes de contas esteve em jogo, o apoio do presidente da Assembleia e o bom trânsito do indicado entre os parlamentares foram decisivos. Um exemplo ocorreu em março de 2015, quando a Casa era comandada pelo hoje deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos). Embora integrantes da cúpula do governo estadual cobiçassem à época a vaga aberta no Tribunal de Contas do Estado (TCE), Nilo bateu pé firme para que um nome de sua total confiança e bastante querido pelos deputados assumisse o cargo. No caso, Marcus Presídio, atual presidente do TCE.

Trio da moqueca
Com o fechamento ontem dos 50 quadros escolhidos para participar da equipe de transição do novo governo Lula (PT), a Bahia assegurou três componentes. O ex-ministro Juca Ferreira vai coordenar a área cultural ao lado da atriz Lucélia Santos e do secretário nacional de Cultura do PT, Márcio Tavares. Já o deputado federal Antônio Brito (PSD) está no grupo de 14 membros do conselho político. O terceiro baiano, o senador Otto Alencar (PSD), é o único da lista ainda sem função definida.

Carta de adeus
O secretário de Ordem Pública de Salvador, Alessandro Lordello, entregou ontem o pedido de exoneração ao prefeito Bruno Reis (União Brasil). Responsável pela indicação de Lordello, o comando estadual do PDT confirmou a informação à Satélite e disse que ele decidiu deixar a Semop após a vitória da chapa Lula-Geraldo Alckmin. Semana que vem Lordello volta a Brasília para reintegrar o grupo de advogados no escritório de José Eduardo Alckmin, primo do vice-presidente eleito.

Giro na roda
Segundo apurou a coluna, o PDT vai sugerir que o presidente da Limpurb, Omar Gordilho, ocupe o lugar de Lordello na pasta. Caso Bruno Reis acate, a intenção do partido é que Gordilho acumule a chefia da Limpurb e da Semop, órgão que já foi dirigido pelo pedetista.

A proposta está na pauta da CCJ e deve ser votada ainda em novembro, quando nosso relatório deve ser apreciado. A PEC é vital para a sobrevivência dos municípios
Paulo Azi, deputado federal da União Brasil e relator da PEC que reduz a contribuição previdenciária das prefeituras          
  
 

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