‘Jamais será vermelha’ e ‘não tem dono’: políticos celebram Dia da Bandeira

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Da direita à esquerda, políticos celebraram, neste sábado (19/11), o Dia da Bandeira do Brasil. Após uma campanha eleitoral em que o verde e o amarelo, cores do pavilhão nacional, foram associados ao presidente Jair Bolsonaro (PL), aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentam desassociar os símbolos patrióticos do bolsonarismo. Do outro lado, a tese é de que a bandeira é uma alegoria de resistência a governos de esquerda.

“Hoje é o dia da nossa bandeira, que jamais será vermelha”, disse, no Twitter, o deputado estadual Bruno Engler (PL), um dos principais apoiadores de Bolsonaro em Minas Gerais.

Quem também recorreu às redes sociais para comentar sobre o Dia da Bandeira foi a senadora Simone Tebet (MDB-MS), terceira colocada no primeiro turno da disputa presidencial. Segundo a emedebista, apoiadora de Lula no segundo turno, o símbolo máximo do país “não tem partido ou dono”.

“Ela (a bandeira) pertence a todos nós, brasileiras e brasileiros. Respeitar a bandeira é uma afirmação da nossa nacionalidade e da nossa cidadania. Significa, sobretudo, respeitar os valores democráticos e republicanos”, defendeu.

O senador eleito Wellington Dias (PT-PI), integrante do Conselho Político do gabinete de transição de Lula, adotou tom oposto. “A bandeira pertence a todos os brasileiros e brasileiras espalhados não apenas no Brasil, mas por todo o mundo. A bandeira é nossa”, afirmou.

“A bandeira verde e amarela é de todo o povo brasileiro”, concordou o deputado federal mineiro Reginaldo Lopes, que lidera a bancada do PT na Câmara.

A deputada estadual Alana Passos (PTB-RJ), por sua vez, utilizou a data nacional para enaltecer Bolsonaro. “Durante esses quatro anos de mandato, tivemos alguém que verdadeiramente honrou o nosso verde e amarelo, resgatou o patriotismo e o orgulho de ser brasileiro”.

Bolsonaro e a bandeira

A última publicação de Bolsonaro no Twitter, aliás, está relacionada à bandeira brasileira. Em 8 de novembro, ele publicou uma foto em que aparece à frente de uma imagem do pavilhão nacional.

Durante o período eleitoral, Bolsonaro ordenou a instalação de versões gigantes da bandeira nacional no Palácio do Planalto e no Palácio do Alvorada, em Brasília (DF). O pavilhão colocado no Planalto chegou a rasgar por causa de fortes ventos. 

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