Meirelles vibra com brasileiro no BID: ‘Vitória para o país inteiro’

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O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, do União Brasil, celebrou a eleição de Ilan Goldfajn para a presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O economista foi alçado ao comando da instituição em eleição ocorrida neste domingo (20/11).

“Felicitações ao amigo Ilan Goldfajn, primeiro brasileiro a comandar o BID. Sua eleição, com mais de 80% dos votos, é um reconhecimento à sua extrema capacidade e à experiência de quem serviu a diversos governos e organismos internacionais. É uma vitória para o país inteiro”, escreveu Meirelles, no Twitter.

Ambos presidiram o Banco Central do Brasil. Na eleição nacional deste ano, Meirelles apoiou Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da resistência de parte dos aliados do petista a Goldfajn, o ex-ministro da Fazenda defendeu o embarque do presidente eleito na campanha em prol de um brasileiro no comando do BID.

Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, foi dos interlocutores ligados a Lula que manobrou contra a candidatura de Goldfajn. Ele enviou um e-mail à Secretaria do Tesouro dos Estados Unidos solicitando o adiamento do pleito interno do BID. A solicitação não foi atendida.

A candidatura de Goldfajn foi referendada por Paulo Guedes, ministro da Economia do governo de Jair Bolsonaro (PL). Na semana passada, durante evento em solo estadunidense, Meirelles chegou a afirmar que Lula e o PT não poderiam deixar de apoiar Goldfajn sob a justificativa de tentar gestar um nome próprio em vez de aderir a um movimento surgido no seio da gestão de Bolsonaro.

“O nome do Ilan teve aceitação muito grande dos países latino-americanos de forma geral, e acho que seria uma grande adição para o Brasil. Defendo a ideia de que o novo governo deve apoiar o Ilan, que é um nome excelente, e não entrar numa questão de filiação partidária de ‘vamos nós escolhermos’. É um nome que representaria muito bem o Brasil no governo Lula”, falou.

Entenda o BID

Sediado em Washington, capital dos Estados Unidos, o BID é composto por 48 países. Os representantes das nações são, geralmente, os ministros de Estado da Fazenda. Mesmo países não contemplados pelas ações do BID, como a Alemanha e os Estados Unidos, fazem parte da associação.

A nacionalidade do presidente do BID não é importante em termos teóricos, pois a entidade escolhe financiar projetos a partir de critérios técnicos. Na prática, contudo, a presença de um brasileiro no posto pode ajudar o país a receber projetos-pilotos pensados pelo banco.

Com informações da Folhapress

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