Éden admite que “havia um derrotismo” no início da candidatura de Jerônimo

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O presidente estadual do PT, Éden Valadares, em entrevista ao Projeto Prisma, podcast de política do Bahia Notícias, relembrou o processo de escolha do nome de Jerônimo Rodrigues para concorrer ao governo da Bahia e suceder Rui Costa. Éden ainda ressaltou que, quando houve o anúncio do nome do então secretário de Educação, o clima era de derrotismo, opinião daquele que, em um conflito, tende sistematicamente a acreditar na derrota.

 

“De saída, havia um derrotismo. A gente vinha trabalhando desde 2019, desde o congresso que elegeu a atual direção do PT até a pré-candidatura de Jaques Wagner, que foi fundamental para manter o PT unido e o grupo unido. A gente tinha acabado de sair de uma eleição municipal, quando o PP fez 100 prefeitos e o PSD fez 100 prefeitos. João Leão e Otto Alencar tinham feito 100 prefeitos, cada. O que seria natural: falarem que não era a vez do PT”, disse Éden, na tarde desta quarta-feira (30).

 

Para o presidente estadual do PT, se antecipassem o nome de Jerônimo como pré-candidato não conseguiriam sustentar e teriam que apresentar outro nome para concorrer ao Palácio de Ondina pelo PT. “Se estivéssemos apresentado Jerônimo [Rodrigues] em janeiro de 2015, talvez ele não seria o candidato, porque tinha que apresentar alguém acima do grupo, um dos fundadores do grupo. Então, quando a gente coloca a pré-candidatura de Wagner, Otto e Leão não questionam”, pontuou Éden. 

 

O dirigente ainda falou que tentaram fazer com que Wagner não desistisse de ser candidato, mas que o senador já tinha decidido desde janeiro e não anunciou para evitar que lideranças deixassem o grupo. “Por isso, a gente caminhou assim em 2021 e 2022, porque qualquer outra modelagem poderia estourar o grupo, como houve a saída do PP, por exemplo, por outros motivos”, acrescentou.

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