Governo recua de bloqueio no orçamento de universidades e institutos federais

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O governo Jair Bolsonaro (PL) voltou atrás sobre um bloqueio de orçamento que havia atingido, na segunda-feira (28), o caixa de universidades e institutos federais. Após repercussão negativa, os recursos voltaram a ser liberados no fim da manhã desta quinta (1º), de acordo com as instituições.

O bloqueio havia tirado R$ 244 milhões das universidades e R$ 122 milhões dos institutos, segundo informações das instituições, totalizando R$ 366 milhões de congelamento. A medida foi feita para atender as regras do teto de gastos, que limitam o aumento de despesas do governo.

Questionados pelo motivo do recuo, MEC (Ministério da Educação) e Ministério da Economia não responderam até a publicação deste texto.

O bloqueio total no MEC fora de R$ 1,4 bilhão, segundo informações da Economia enviadas à Folha de S.Paulo. O governo não informou se o restante dos recursos congelados que atingem a pasta também será retomado.

O MEC tem cerca de R$ 2 bilhões bloqueados neste ano. Isso já levando em conta a retomada dos R$ 366 milhões aos caixas das instituições federais de ensino.

Após a decisão da última segunda, reitores afirmam que a gestão das instituições ficaria inviável. Em mensagem enviada a reitores por lideranças do MEC, a pasta afirmou que “em momento nenhum participou dessa decisão”, tomada pela equipe do ministro Paulo Guedes (Economia).

A educação não foi a única área social atingida pelos cortes de Guedes. O governo Bolsonaro também decidiu bloquear nesta semana mais R$ 1,65 bilhão do orçamento do Ministério da Saúde.

No início de outubro, quando o governo fizera outro bloqueio nos chamados limites de empenho (que definem quanto as instituições podem de fato gastar) do MEC, havia o argumento de que tudo seria liberado em dezembro. O ministro da Educação, Victor Godoy Veiga, chegou a negar que houvesse corte e acusou reitores de fazer politicagem às vésperas das eleições.

O tema ganhou repercussão no debate eleitoral. Dias depois, Godoy anunciou o desbloqueio daquilo que, segundo ele dissera, nem havia sido bloqueado.

As instituições já vivem sob uma realidade de enxugamento de recursos neste ano. Em junho, universidades perderam R$ 438 milhões e os institutos, R$ 186 milhões.

  • Leia também: Por bloqueio, Universidade de Uberlândia tem R$ 71 em caixa

A equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negocia na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Transição a retirada dos gastos do Bolsa Família do teto a fim de abrir espaço fiscal para fortalecer o orçamento de várias áreas.

O gabinete de transição vislumbra um incremento de R$ 12 bilhões nos recursos do MEC para o ano que vem caso a PEC consiga passar. Lula pôs como prioridade a retomada do orçamento das federais e o aumento do programa de alimentação escolar, ampliando assim as transferências federais para redes de ensino

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Trump diz que Irã concordou em nunca ter uma bomba nuclear

O presidente dos Estados Unidos, em seu segundo mandato, afirmou nas redes sociais que o Irã concordou em nunca possuir armas nucleares e...

Peru: apuração chega a 99% e Fujimori tem vantagem de 30 mil votos

A apuração da Presidência do Peru chegou a 99% dos votos, apontando Keiko Fujimori à frente de Roberto Sánchez por uma margem estreita:...

SUS inclui nova terapia para pacientes adultos com leucemia mieloide

.gallery { display:grid; grid-template-columns: repeat(auto-fill,minmax(240px,1fr)); gap:12px; padding: 12px 0; justify-items:center; } .gallery img { width:100%; max-width:600px; height:auto; cursor:pointer; border:1px solid #ddd; border-radius:6px; box-shadow:0 2px...