Sérgio Moro e Deltan Dallagnol repudiam soltura de Cabral: ‘A Lava Jato não morreu’

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, nesta sexta-feira, 16, pela revogação do último mandado de prisão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. O magistrado desempatou o julgamento que ocorria no plenário virtual da Segunda Turma da Corte e se juntou aos ministros André Mendonça e Ricardo Lewandowski. “Os fatos imputados ao acusado não são novos, nem mesmo contemporâneos , sendo insuficientes para justificar a segregação cautelar”, escreveu o magistrado. “Ao que tudo indica, a manutenção da segregação cautelar do acusado tem servido como antecipação de pena, o que contraria frontalmente a orientação jurisprudencial sedimentada nesta Corte”, justificou o decano do STF. Nas redes sociais, o senador eleito Sérgio Moro (União Brasil) e o deputado federal eleito Deltan Dallagnol (Podemos), expoentes da Operação Lava Jato, repudiaram a soltura do ex-governador. Em seu Twitter, Deltan escreveu: “Aconteceu. É o fim. O último preso da Lava Jato, e um dos que mais representou a absoluta falência moral e a decadência da corrupção no Brasil, foi solto pelo STF, com voto decisivo de Gilmar Mendes”.

“Sergio Cabral foi condenado a mais de 400 anos de prisão pelos seus inúmeros crimes, mas isso não vale nada no Brasil. Mas não percamos a fé. A Lava Jato não morreu, ela segue viva na luta de cada brasileiro que se indigna com notícias como essa. Não iremos desistir de combater à corrupção: lutaremos pelo Brasil!”, declarou o ex-procurador da República na noite desta sexta. Na manhã deste sábado, 17, Moro também se pronunciou sobre o caso: “Sergio Cabral solto, a responsabilidade fiscal abandonada, as estatais ameaçadas pela volta do loteamento político. Vivemos tempos desafiadores nos quais a honestidade parece ter sido banida.Lutaremos no Senado para restabelecer a verdade e a justiça. O seu apoio será fundamental”.

Sergio Cabral foi condenado a mais de 400 anos de prisão pelos seus inúmeros crimes, mas isso não vale nada no Brasil.

Mas não percamos a fé. A Lava Jato não morreu, ela segue viva na luta de cada brasileiro que se indigna com notícias como essa. +

— Deltan Dallagnol (@deltanmd) December 17, 2022

Sergio Cabral solto, a responsabilidade fiscal abandonada, as estatais ameaçadas pela volta do loteamento político. Vivemos tempos desafiadores nos quais a honestidade parece ter sido banida.Lutaremos no Senado para restabelecer a verdade e a justiça.O seu apoio será fundamental.

— Sergio Moro (@SF_Moro) December 17, 2022

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Ceilândia volta a receber o Maior São João do Cerrado; veja datas

Ceilândia recebe, de 7 a 16 de agosto, o Maior São João do Cerrado, o festival que celebra as tradições juninas na cidade....

Flávio José confirma agenda de São João em 2026 e tira Bahia da lista após polêmica com cachê

Resumo: Flávio José encerra a agenda junina de 2026 na Bahia, anunciando 17 shows, todos fora do estado, após o MP-BA recomendar a...

Morre Bia Pardi, fundadora do PT e ex-deputada estadual de São Paulo

Beatriz Pardi, reconhecida defensora da educação pública e cofundadora do Partido dos Trabalhadores (PT), faleceu na terça-feira, 9 de junho, aos 84 anos....