Greve dos aeronautas é suspensa no fim de semana do Natal para votação de nova proposta das empresas

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Expectativa é de normalidade no tráfego aéreo, sem atrasos e cancelamentos, durante o período; categoria pede aumento de ao menos 5% acima da inflação

Sindicato Nacional dos Aeronautas/Flickr

Greve Aeronautas

Presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Henrique Hacklaender, em paralisação com demais membros da instituição

A greve dos aeronautas, que inclui pilotos de avião e comissários de bordo, está suspensa neste sábado, 24, e domingo, 25, para que membros associados do sindicato da categoria possam votar uma nova proposta feita pelas empresas de aviação. O anúncio da suspensão no final da paralisação no final de semana do Natal foi feito na última sexta-feira, 23, logo após a chegada da nova proposta, que prevê reajuste de 6,97% nos salários fixos e variáveis, a incidir também nas diárias nacionais (R$ 94,96), e vale alimentação (R$ 495,50). A categoria pede a recomposição salarial, alegando ter tido perda de 10% nos últimos anos, e ao menos aumento real de 5%, acima da inflação. A proposta dos patrões prevê também a definição do horário de início das folgas e indenização por descumprimento por parte das empresas. Para os aeronautas, a questão social, relacionada à transparência e ao regramento das folgas e escalas é um dos principais pontos da greve, já que reclamam de descumprimento de regras mínimas estipuladas anteriormente. Com a suspensão da greve neste dois dias é esperado que o tráfego aéreo opere com normalidade, sem atrasos e cancelamentos durante o período.

A greve dos aeronautas foi realizada durante os últimos cinco dias, sempre das 6 às 8 horas da manhã, em nove terminais aéreos de seis cidades: São Paulo (Congonhas, Guarulhos e Viracopos), Rio de Janeiro (Galeão e Santos Dumont), Porto Alegre, Brasília, Confins e Fortaleza. As paralisações geraram diversos cancelamentos e atrasos de voos durante toda a semana e em diversos horários, devido ao efeito cascata que provocam nas agendas de voos de todo o dia. A categoria cumpre as obrigações judiciais do Tribunal Superior do Trabalho de paralisação de apenas 10% do contingente.

Em caso de novos atrasos e cancelamentos de voos, mesmo com a suspensão da greve, o Procon afirma que as companhias aéreas devem prestar assistência aos passageiros para minimizar os prejuízos. A instituição de defesa do consumidor recomenda que os clientes das companhias, antes de se dirigirem aos aeroportos onde ocorrem as paralisações, entrem em contato com as empresas aérea para verificar a situação do voo. Para quem já estiver no aeroporto quando receber a notícia de atraso ou cancelamento, o Procon ainda diz que é possível guardar os comprovantes de gastos decorrentes da situação, como ligações, refeições, hospedagem e outros gastos, para tentativa de reembolso. Também segundo o Procon, em caso de cancelamentos, o passageiro possui direitos: aviso prévio nos canais de comunicação; prioridade no próximo embarque com mesmo destino; direcionamento para outra companhia sem custos adicionais; hospedagem em hotel por conta da empresa; ressarcimento do valor da passagem.

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