Fiesp critica medidas econômicas de Haddad e diz que reforma tributária é ‘urgente’

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Entidade afirma que ‘a melhora do resultado fiscal não pode estar ancorada majoritariamente no aumento de receitas’

Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

Prédio da Fiesp

Fiesp divulgou nota com críticas as medidas anunciadas pelo novo governo

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou na noite desta quinta-feira, 12, às medidas econômicas apresentadas mais cedo pelo novo governo. Na oportunidade, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) – ao lado da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB) -, anunciou um pacote de medidas fiscais com a intenção de melhorar as contas públicas. Entre elas estão o refinanciamento das dívidas de pessoas físicas e de empresas com um percentual de desconto, a fim de que débitos sejam renegociados. A expectativa da equipe econômica é injetar R$ 242,7 bilhões nas contas públicas no ano de 2023. No entanto, a Fiesp divulgou uma nota com críticas as medidas. Assinado pelo presidente da entidade, Josué Christiano Gomes da Silva, o texto diz que “a melhora do resultado fiscal não pode estar ancorada majoritariamente no aumento de receitas, tendo o Brasil uma das maiores cargas tributárias do mundo, arcando a indústria de transformação com parcela significativa do total de impostos arrecadados”. Na sequência, a Fiesp reforça a necessidade de uma reforma tributária. “Além disso, o alto volume de contencioso reforça a necessária e urgente reforma tributária. Desonerações precisam ser revisadas e discutidas à luz de uma ampla e isonômica reforma tributária”, acrescenta. A Fiesp também esclareceu que “entende que uma política econômica crível e harmônica é fundamental para recuperação da indústria brasileira e, consequentemente, para promover o desenvolvimento do país. As políticas monetária e fiscal precisam caminhar juntas para a existência de um ambiente macroeconômico favorável aos investimentos produtivos”, completa.

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