Rússia compara ações do Ocidente com Holocausto e garante: ‘Vitória será nossa’

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Ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, afirmou que Estados Unidos criaram uma coalizão contra Moscou e que seu objetivo é colocar uma ‘solução final’ para a questão russa

Ilya PITALEV / SPUTNIK / AFP

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Putin diz que não há dúvidas que Rússia vai ganhar guerra na Ucrânia

A poucos dias de completar onze meses do conflito no Leste Europeu, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, comparou nesta quarta-feira, 18, as ações do ocidente contra a Rússia com a “solução final” do regime nazista para exterminar os judeus. “Assim como Napoleão mobilizou quase toda a Europa contra o Império Russo, como Hitler mobilizou e conquistou a maioria dos países europeus para liderá-los contra a União Soviética, hoje os Estados Unidos criaram uma coalizão” contra Moscou, declarou Lavrov em sua entrevista coletiva de início de ano. Seu objetivo é “o mesmo: a ‘solução final’ para a questão russa. Como Hitler queria resolver a questão judaica, agora, os líderes ocidentais dizem, sem rodeios, que a Rússia tem que sofrer uma derrota estratégica”, acrescentou. Embora Moscou acuse regularmente os países ocidentais de quererem “destruir” a Rússia enviando armas para a Ucrânia, essas novas declarações de Lavrov podem provocar reações inflamadas. Lavrov causou alvoroço no ano passado, depois de afirmar que Hitler tinha “sangue judeu”, levando, inclusive, o presidente Vladimir Putin a se desculpar com o primeiro-ministro israelense.

Ao mesmo tempo em que o ministro das Relações Exteriores fazer declarações polêmicas, o presidente russo, Vladimir Putin, se mostra confiante com o rumo do conflito. Ele diz não haver dúvidas que seu país sairá vencedor. A vitória “está garantida, não tenho dúvida”, declarou Putin durante visita a uma fábrica de armas em São Petersburgo. Segundo ele, o que ajudará a Rússia é “a unidade do povo russo, a coragem e o heroísmo dos nossos soldados e, obviamente, o trabalho do nosso setor militar e industrial”. Mais uma vez, ele reiterou que os russos enfrentam um “regime neonazista” na Ucrânia e afirmou que continuará “ajudando” a população do leste ucraniano separatista. “Não podemos deixar de proteger”, insistiu. “A vitória será nossa”, garantiu Vladimir Putin. O líder russo fez esses comentários quase 11 meses depois do início da ofensiva na Ucrânia. Nos últimos meses, as forças russas sofreram uma série de malogros ante a contraofensiva ucraniana.

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O ministro das Relações Exteriores da Rússia falou sobre a possibilidade de negociar um cessar-fogo da Ucrânia, e reafirmou que seu país está disposto a analisar qualquer “proposta séria” de negociações por parte dos países ocidentais para resolver o conflito na Ucrânia. “Ainda não vimos uma proposta séria, mas estamos dispostos a analisá-las e tomar decisões”, disse ele, embora tenha descartado um diálogo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Os países ocidentais insistem em que “não se pode falar da Ucrânia sem a Ucrânia, mas é o Ocidente que decide, de qualquer modo”, afirmou Lavrov. O ministro também exigiu, mais uma vez, a retirada de qualquer “infraestrutura militar” localizada na Ucrânia e nos países fronteiriços, o que, segundo ele, ameaça Moscou “diretamente”.

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