Justiça arquiva inquérito sobre morte em campanha de Tarcísio

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São Paulo – A Justiça de São Paulo arquivou o inquérito policial que apurava a morte de um homem de 27 anos em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, durante uma agenda de campanha do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), então candidato.

O juiz Jair Antonio Pena Junior, do 1º Tribunal do Júri da capital, acolheu um pedido feito pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Segundo o promotor Fabio Tosta Honer, o disparo partiu da arma de um policial militar, acionado para prestar apoio após início do tiroteio, e as provas colhidas indicariam que a morte foi resultado de ação de legítima defesa do PM.

Ainda segundo o relatório da promotoria, os agentes envolvidos no confronto não teriam relação direta com a segurança de Tarcísio e “usaram os meios necessários para repelir atual e injusta agressão, sem incorrer em excesso”. O suspeito foi morto com um tiro de fuzil, calibre 5.56, no peito.

Em nota, o TJSP afirmou que “a pedido do Ministério Público, o inquérito policial foi arquivado, sob o entendimento de que houve legítima defesa e estrito cumprimento do dever legal.”

InvestigaçãoO caso ocorreu no dia 17 de outubro do ano passado, durante uma agenda de Tarcísio em um projeto social de Paraisópolis. Uma suposta troca de tiros entre policiais que faziam a segurança do local com suspeitos que estariam armados interrompeu a agenda e terminou com a morte do homem.

O tiroteio era investigado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

À época, a campanha de Tarcísio informou que motociclistas armados na rua em frente ao prédio onde ocorria a agenda teriam atirado contra os seguranças e policiais à paisana. A versão também consta em relatório do MPSP.

Vídeos feitos por jornalistas e testemunhas que acompanhavam a agenda de campanha registraram o momento em que os tiros interromperam o ato político. Veja:

Segundo a Secretaria de Segurança Pública informou na época, a dupla de suspeitos identificados estava em uma moto e se aproximou do local.

Os PMs teriam abordado os dois homens para ver se eles portavam armas e, como não encontraram nada, os liberaram. Ainda de acordo com a pasta, a dupla voltou armada ao local, acompanhada de um grupo em que se via pelos menos “duas armas longas”.

Foi neste momento, segundo o órgão do governo, que teve início o tiroteio que interrompeu a agenda de Tarcísio. Dentro do prédio, o candidato do Republicanos, seguranças, assessores e jornalistas que cobriam o evento de campanha se abaixaram para se proteger dos disparos.

Na rua, um dos tiros acertou Felipe Silva de Lima, 27 anos, que aparece pilotando a moto nas imagens gravadas pela equipe de segurança de Tarcísio. Ele foi levado ao Hospital Campo Limpo, mas não resistiu. O homem que estava na garupa sobreviveu ao tiroteio; ele já era procurado pela Justiça, por roubo.

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