Associação de familiares esclarece se vai processar a Netflix após série sobre Boate Kiss

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‘Todo Dia a Mesma Noite’ retrata após 10 anos os detalhes da tragédia que matou 242 jovens em Santa Maria

Divulgação/Netflix

Gravação série Todo Dia a Mesma Noite

‘Todo Dia a Mesma Noite’ retrata o incêndio na Boate Kiss que matou 242 jovens

A Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) negou que vai processar a Netflix por produzir a minissérie “Todo Dia a Mesma Noite”, lançada 10 anos após o incêndio na Boate Kiss. A AVTSM se manifestou após ser noticiado que um grupo de familiares planeja processar a plataforma de streaming por achar que a produção explora uma tragédia. Em nota divulgada nas redes sociais, a associação afirmou que estava ciente da produção e que as famílias sabiam que a série seria baseada nos personagens do livro “Todo Dia a Mesma Noite: A História Não Contada da Boate Kiss”, de Daniela Arbex. “A produção não retrata de forma individual os 242 jovens assassinatos, mas sim um recorte das quatro famílias de pais que foram processados. Todos os familiares de vítimas e sobreviventes retratados por personagens da obra estavam cientes e em concordância. Além disso, reiteramos que não estamos movendo nenhum processo contra as produções, nem pretendemos por acreditarmos na potência das produções, na luta por justiça e na luta por memória”, esclareceu a AVTSM.  

Além de negar os planos de um processo, a associação enfatizou que se sente representada pela produção da Netflix, pois acredita que essa é uma forma de alerta. “Acreditamos, acima de tudo, que tragédias como a que vivenciamos precisam ser contadas de todas as formas. Recontar essa história significa denunciar as inúmeras negligências e tentativas de silenciamento que encontramos pelo caminho, além de auxiliar na prevenção para que esse tipo de tragédia não aconteça com mais nenhuma família, algo que temos como propósito desde o primeiro dia de nossa fundação”, informou a nota. “Mostrar o que aconteceu na Kiss faz com que as morte de nossos filhos e filhas, irmãos e irmãs, pais e mães, amigos e amigas não tenha sido em vão. Mostrar a morosidade, a burocracia e como é o sistema judiciário brasileiro serve como denúncia e protesto. É preciso falar, debater, produzir materiais sobre o que aconteceu naquela tragédia de 27 de janeiro de 2013, pois só assim conseguiremos que as pessoas entendam o que a ganância, a negligência e a omissão são capazes de fazer. Em Santa Maria, esses fatores mataram 242 jovens e deixaram 636 com marcas físicas e psicológicas.”

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