Diesel tem alta de 20,4% desde o início da guerra e chega a R$ 7,26, diz ANP

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Resumo rápido: os preços de combustíveis no Brasil sobem pela terceira semana seguida, pressionados pela crise energética global provocada pelo conflito no Oriente Médio. A ANP aponta alta de diesel de 20,4% desde o início dos ataques, para R$ 7,26 por litro, enquanto a gasolina avança 5,9%, para R$ 6,65. O Brent chegou a US$ 119 por barril em diversos momentos, sinalizando novas altas e impactando transporte e consumo.

No Brasil, a elevação já gera tensões no setor de transportes. Caminhoneiros discutiram uma paralisação, mas, em assembleia realizada nesta semana, decidiram não avançar com a greve e mantiveram o diálogo com o governo federal para buscar soluções.

Para conter os impactos, o governo adotou um conjunto de medidas. Foi criado um programa de subvenção ao diesel, com apoio a produtores e importadores, além da zeragem de tributos federais como PIS e Cofins sobre o combustível. Também foi proposta aos estados a isenção do ICMS na importação de diesel, com compensação federal de 50% das perdas. Paralelamente, o governo montou uma força-tarefa do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor para fiscalizar o mercado: foram inspecionados mais de mil postos e 64 distribuidoras em todo o território.

A escalada dos preços reflete a volatilidade provocada pela crise energética global. Ataques a instalações de petróleo e gás e a interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz — rota que movimenta cerca de 20% da produção mundial — elevam a tensão no mercado. Nesse cenário, o petróleo Brent, referência internacional, chegou a US$ 119 por barril em vários momentos desde o início da escalada.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump autorizou a suspensão temporária de sanções sobre aproximadamente 140 milhões de barris de petróleo do Irã. A medida permite a venda do petróleo bruto já armazenado em navios-tanque, com licença válida até 19 de abril, etapa que busca atenuar pressões sobre os preços globais e, consequentemente, no atacado e no varejo brasileiro.

Analistas ressaltam que, embora as ações do governo possam mitigar impactos de curto prazo, a volatilidade externa tende a continuar definindo o ritmo dos reajustes. O cenário aponta para um monitoramento constante do mercado de petróleo, com medidas adicionais se tornando plausíveis à medida que as condições internacionais evoluem. A combinação entre ações públicas e dinâmica internacional seguirá ditando o custo dos combustíveis da cidade aos seus moradores ao longo das próximas semanas.

Gostou da leitura? Deixe seu comentário com suas impressões sobre como a alta dos preços de combustíveis tem impactado seu dia a dia e o que você acha que ainda pode ocorrer nos próximos meses.

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