Blinken visita Israel e pede ‘medidas urgentes’ para frear tensões entre palestinos e israelenses

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Conflito entre os dois aumentou nos últimos dias após um ataque de Israel a um campo de refugiados em Jenin, na Cisjordânia ocupada, que deixou nove mortos

EFE/EPA/MENAHEM KAHANA / POOL

Antony Blinken em jerusalem

secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken (E), encontra-se com o presidente israelense Isaac Herzog em Jerusalém, Israel

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, pediu “medidas urgentes” para frear as tesões entre palestinos e israelenses durante sua visita à Jerusalém nesta segunda-feira, 30. “Agora pedimos a todas as partes que tomem medidas urgentes para recuperar a calma e [iniciar] uma desescalada”, disse o norte-americano em entrevista coletiva com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. “Queremos garantir que haja um ambiente no qual possamos, espero que em algum momento, criar as condições para começar a restaurar um sentimento de segurança tanto para israelenses como para palestinos”, acrescentou. Desde semana passada, quando o Exército de Israel atacou campo de refugiados Jenin, na Cisjordânia ocupada, e matou nove pessoas, aumentou as tensões entre palestinos e israelenses, com bombardeios, ataques a tiros, ataques aéreos e medidas punitivas, deixando mortos em ambos os lados. A ida de Blinken a Jerusalém marca a segunda etapa de uma viagem relâmpago pelo Oriente Médio que começou no domingo no Egito e estava prevista há muito tempo.

A viagem tomou um novo rumo com a recente escalada sangrenta da violência na região. Depois de se reunir com Netanyahu, Blinken deve se encontrar com seu homólogo israelense, Eli Cogen, e com o presidente, Isaac Herzog. A agenda do chefe da diplomacia norte-americano também inclui um encontro com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em Ramallah, na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967. Antes de chegar a Jerusalém, Blinken passou pelo Cairo, capital egípcia, onde apelou “à calma e ao apaziguamento das tensões”. Em uma coletiva de imprensa conjunta, seu homólogo egípcio, Sameh Shukri, defendeu uma “solução justa” para o conflito israelense-palestino, mais do que nunca paralisado. O Egito é um mediador histórico nesse conflito. Primeiro país árabe a assinar a paz com Israel em 1979, e vizinho da Faixa de Gaza, sob bloqueio israelense há mais de 15 anos, o Egito recebe tanto os chefes de governo israelenses quanto os líderes dos diferentes partidos palestinos.

*Com informações da AFP

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