Polícia Federal deflagra operação contra fraudadores do PIS e Cofins

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Logo Agência Brasil

A Polícia Federal, o Ministério Público e a Receita Federal deflagraram hoje (9) a Operação Inflamável. É para combater crimes tributários cometidos por meio de fraude relacionada a “supostos serviços de consultoria tributária, prestados, em geral, a postos de combustíveis”.ebcebc

Segundo os investigadores, os serviços oferecidos eram referentes à “retificação de declarações e posterior protocolização de pedidos de restituição de contribuições destinadas ao PIS [Programa de Integração Social] e à Cofins [Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social]”.

Notícias relacionadas:

  • Polícia Federal deflagra terceira fase da Operação Lesa Pátria.
  • Polícia Federal investiga fraudes na obtenção de registro de armas.

Dez mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Belo Horizonte, Jaboticatubas e Lagoa Santa, em Minas Gerais – todos expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte, que decretou o sequestro e o bloqueio de bens e valores dos envolvidos, no montante de R$ 371 milhões (valor do prejuízo estimado para os cofres públicos).

Restituição indevida

Segundo a Polícia Federal, “os autodenominados ‘consultores’ induziram contribuintes à falsa concepção de que teriam direito ao ressarcimento do PIS e Cofins e, por isso, apresentaram declarações retificadoras para obter restituição indevida desses tributos”.

Até o momento, foram contabilizadas 299 pessoas jurídicas indevidamente beneficiadas pelo golpe. Os investigadores estimam que, caso as retificações fraudulentas não tivessem sido identificadas a tempo, o prejuízo poderia ser ampliado em R$ 3,7 bilhões.

A PF acrescenta que os responsáveis pelos escritórios de “consultoria tributária” podem responder por estelionato e crimes contra a ordem tributária, além de outros como associação criminosa, composição de organização criminosa e lavagem ou ocultação de valores, bens e direitos. Se somadas, as penas podem chegar a até oito anos de reclusão.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Mounjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta, da Polícia Civil de São Paulo, mira um suposto esquema de importação irregular e venda de tirzepatida — conhecida como...

Lava Jato: executivos são condenados a até 14 anos de prisão por fraude em licitações

A Justiça Federal no Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros envolvidos em contratos fraudados com a Petrobras, em uma etapa remanescente da...

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Monjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta investiga a venda de Monjaro paraguaio e resultou na apreensão de 22 ampolas de tirzepatida, além de celulares, seringas, embalagens...