Ambiente para a aprovação da reforma tributária é ‘extremamente positivo’, afirma Padilha

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De acordo com o ministro, apesar de ser difícil encontrar um consenso, o governo irá trabalhar para fechar um acordo para e conseguir maioria constitucional para que o texto passe no Congresso

TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Alexandre Padilha

Reforma tributária é necessária para a criação de um ambiente de segurança econômica no país, segundo Padilha

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, se mostrou confiante com a aprovação da reforma tributária nos próximos meses, de acordo com uma declaração feita neste sábado, 4. Durante participação no Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), no Rio de Janeiro, ele avaliou que o Congresso conta com “um ambiente extremamente positivo” para passar a proposta. O político declarou que a reforma tributária constitui uma peça fundamental para a criação de um ambiente de segurança econômica no país e para o aprimoramento do pacto federativo. “Talvez não seja a reforma tributária ideal. Esse é um dos grandes problemas. Todo mundo quer reforma tributária, mas quando cada um só quer a sua reforma tributária, a gente não consegue construir consenso e acordo e maioria constitucional suficiente para aprovar uma. Vamos aprovar o consenso possível, porque todo mundo sabe o impacto que pode ter para o crescimento econômico do país, para criarmos um ambiente de segurança econômica, e ao mesmo tempo um passo importante para o aprimoramento da nossa estrutura federativa”, ponderou o ministro.

Padilha ainda elogiou a decisão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de utilizar as definições acordadas por parlamentares, ao invés de produzir um novo texto. Ele complementou que o objetivo do governo Lula é seguir “construindo soluções sobre como compensar quedas de receitas” em estados e municípios, que seria consequência de medidas adotadas na gestão anterior. O ministro afirmou que o governo tem trabalhado com governadores para reconstruir o diálogo e fortalecer iniciativas de consórcios, independente de partidos políticos. “Não existe aprimoramento do pacto federativo no País sem termos democracia”, reforçou.

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